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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Como evitar uma demissão por justa causa

Deixar brincadeiras para hora e local adequado, manter distância de relações afetivas com colegas e respeitar os segredos da empresa são alguns dos passos necessários para que você não corra o risco de ser demitido justamente



O assunto é polêmico: justa causa. Muitos profissionais acreditam que, por a lei quase sempre pender a favor do empregado, podem fazer o que bem entendem dentro de uma organização. Mas não é bem assim. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quando iniciou sua vigência, tinha a intenção de trazer ao empregado alguns direitos capazes de respaldá-lo para uma melhor vida profissional. Como não dá pra viver só de flores, a CLT também definiu uma série de deveres aos trabalhadores. Entre elas, as proibições que configuram uma demissão por justa causa.

chaveco310xO mais importante não são as proibições em si, mas o efeito devastador que elas ocasionam na carreira de qualquer profissional que as infringe. Por isso, me apego às questões de manutenção de imagem e preocupação com o desenvolvimento profissional, aspectos fundamentais para o sucesso. Afinal, qual é o profissional que quer ser conhecido na sua área de atuação como aquele que vai trabalhar bêbado ou que não pode ver um “rabo de saia”?

Não é novidade para ninguém, por exemplo, que furtos, agressões físicas e verbais – entre outras atitudes incompatíveis com a ética e a moral – podem resultar em prisão para as pessoas que as executam. E, nestes casos, é óbvio que a demissão por justa causa é inevitável. No entanto, alguns profissionais insistem em cometer atos aparentemente inocentes sem pensar nas consequências ao longo de anos.

Por exemplo: aquela pessoa que frequentemente se envolve emocionalmente com colegas de trabalho. Quando a empresa permite (e quando a própria pessoa “assediada” não se importa), tudo bem. O problema é quando esse costume vai além dos padrões estipulados pelas empresas e, pior, quando esse colaborador migra para outra organização que não aceita esse tipo de conduta. Infelizmente, a marca da pessoa fica e em no novo emprego e ela acaba sendo tachada e prejulgada pelo que já cometeu.

O mesmo vale (e se agrava) para quem é demitido por justa causa. Seja lá qual for o motivo da demissão – e por menos grave que ela seja – a rotulação vai segui-lo por toda a carreira. Os futuros empregadores saberão dos motivos pelos quais ele foi demitido antes e ficarão de olho nas atitudes. Pior: algumas pessoas desconfiarão das atitudes mesmo que a intenção seja não repetir os erros do passado.

Por isso, minha recomendação é: mantenha o máximo de disciplina possível. Lembre-se que você está no ambiente de trabalho e não em casa. As regras que valem são as da organização, e não as suas. O máximo de cautela ainda é muito pouco. Cuidar com a forma de tratar os colegas, deixar as brincadeiras para hora e local adequado, evitar se envolver emocionalmente com outros funcionários e respeitar os segredos da empresa... Enfim, são inúmeras as precauções que se deve tomar para evitar que a empresa em que você trabalha jamais tenha subsídios para lhe demitir justamente. Se pararmos para pensar, são atitudes que dizem respeito aos bons modos e costumes. Muitos atos considerados justa causa estão condizem mais com educação do que qualquer outra coisa.
Última atualização em sexta-feira, 22 de outubro de 2010
 

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