Ou a pessoa nasceu para fazer determinada coisa, ou ela é somente a pessoa certa naquele momento para aquela função, mas têm a opção e a capacidade de ascender na carreira

De vez em quando presto atenção e percebo claramente que alguns chefes, ou subordinados, não deveriam estar na posição que estão atualmente. Tudo é uma questão de Talento e Potencial, e é, como o título diz, muito relativo.
Voltemos na História: séculos atrás, o critério para bons guerreiros serem promovidos era, principalmente, o desempenho na profissão. Quanto mais habilidosos eram com a lâmina, mais importantes eram no batalhão. Ou seja, havia somente um fator de avaliação: o desempenho. Atualmente, em alguns locais, algo muito semelhante ocorre, mas levar as coisas desta maneira pode ser um pouco arriscado.
O melhor vendedor de uma concessionária, por exemplo, que conhece todos os carros nos mínimos detalhes e consegue, sozinho, puxar grande parte das vendas, não será necessariamente um bom gestor. Ele pode ter muito Talento como vendedor, mas não o Potencial para sê-lo (por não ter a Vocação ou a Qualificação).
O que deve ser avaliado ao realocar um profissional, para cima ou para baixo, é principalmente seu potencial de crescimento. Sabe-se que quanto mais alto o cargo, mais importantes são as responsabilidades, mais conhecimentos na área são necessários e mais experiência na função são requeridos. O resultado dessa multiplicação de fatores, se estimulado pela própria pessoa, é o crescimento profissional, o impulso na carreira.
Portanto, de duas, uma: Ou a pessoa nasceu para fazer determinada coisa, como o vendedor de carros, ou ela é somente a pessoa certa naquele momento para aquela função, mas têm a opção e a capacidade de ascender na carreira. Dentre as ferramentas mais utilizadas para medir este conjunto de fatores está o assessment. Nesta modalidade de serviço, além da análise de perfil e potencial de cada um dos colaboradores, é possível descobrir de qual maneira é melhor realoca-los dentro da empresa, assim como ajuda-los a planejar o crescimento, individual e coletivamente - e isso tudo é encaixado dentro das necessidades da empresa.
Isso me faz lembrar um argumento que li em um livro certa vez. O autor afirma, veementemente, que todo ser humano é incompetente. Explicando: todo humano tem inúmeras capacidades para exercer uma série de cargos, mas, conforme se aumenta a complexidade ou dificuldade em determinados pontos, chega um momento em que a pessoa simplesmente não consegue mais se desenvolver – por falta de capacidade ou qualificação. Isso prova algo que todos deveriam já imaginar. Cada um tem um lugar ideal para si nas empresas e que não são todos, definitivamente, que nasceram para ocupar um cargo de presidência, diretoria, gerência etc.
Se você sente que não está dando o melhor de si no seu emprego, provavelmente seja a hora de parar e refletir. Descubra suas aptidões e se você ama o que faz – negar uma ou ambas as situações é sinal de que você pode estar bloqueando seu crescimento por conta disso.
|