Todos já conhecem os benefícios pessoais que isto traz. Mas que tipo de vantagem profissional este tipo de atitude proporciona?

Muitos falam sobre a importância de participar de programas voluntários para “turbinar” o currículo. Mas, até que ponto isso é ético e realmente vai colocar o candidato em uma posição diferenciada dos outros?
Colocar este tipo de atividade como um “diferencial” dá a impressão de que é mais importante mostrar para o mundo quanta “consciência social” você tem em vez de realmente se preocupar com a causa. Quem quer ajudar, simplesmente ajuda, ou você acha que todos os milionários envolvidos em filantropia mandam um release para a imprensa divulgando a quantia que estão doando “em prol dos necessitados”? Para mim, este tipo de atividade não deve fazer parte do currículo - este deve conter apenas seus objetivos e habilidades profissionais. Entretanto, o tema pode ser abordado com tranquilidade quando o entrevistador perguntar se há alguma atividade extracurricular desenvolvida pela pessoa.
Todos já conhecem os benefícios pessoais que este tipo de trabalho dá. A sensação de satisfação ao ajudar os outros é algo sem preço, realmente. Mas, que tipo de benefício profissional este tipo de atitude proporciona?
Um aspecto comum de ONGs e entidades que sobrevivem da doação e apoio de empresas e outros é a escassez de voluntários e recursos. Isso, por si só, faz com que, em qualquer área ou setor que a empresa esteja envolvida, as pessoas ganhem flexibilidade e resiliência, aspectos memoráveis em profissionais.
Exemplificando: um psicólogo que se veja preocupado em divulgar o novo trabalho ou campanha da entidade desenvolverá habilidades em outras áreas as quais ele não é especializado. Um profissional da Área de TI poderia simplesmente utilizar seus conhecimentos em alguma instituição de Inclusão Digital, mas ele pode aprimorar suas habilidades em comunicação, negociação e vendas ao tentar angariar fundos e arrecadar equipamentos usados para beneficiar esta mesma entidade.
Estes institutos, acostumados a enfrentar obstáculos como a limitação de recursos tecnológicos e financeiros, precisam se superar com alternativas criativas para atingir seus objetivos. E o trabalho de executivos pode ajudar a fazê-los enxergar e entender que existe vida além de suas empresas, além de aceitar melhor estas causas.
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