A princípio, todos somos contatos. O que o diferencia do networking é a continuidade que o relacionamento entre duas pessoas tiver

No mundo corporativo criam-se jargões a todo o momento. Uma dessas criações que aparentemente veio para ficar foi o Networking, que deriva das palavras em inglês net = Rede e working = trabalhando. Traduzindo ao pé da letra, temos algo como trabalhando a rede ou rede de trabalho. Essa rede a que a palavra se refere é a rede de relacionamentos e se restringe aos contatos profissionais que adquirimos e cultivamos ao longo da nossa carreira. Trabalhar a rede seria algo como cuidar dela e fazê-la prosperar e gerar bons frutos.
Há uma diferença entre contatos e networking e, antes de falar sobre o segundo termo, gostaria de explicá-la. Contatos são aqueles que você faz nas mais diferentes situações: eventos, fornecedores, clientes, colegas de trabalho e profissão. Independente de como você conheceu ou teve alguma relação, contato é aquele que, de alguma maneira, esteve com você, ou atendendo, ou conversando, ou trocando telefone etc. A princípio, todos somos contatos. O que o diferencia do networking é a continuidade que o relacionamento entre duas pessoas tiver.
Para elucidar o que estou dizendo vou exemplificar com uma historia rápida: José vai a um evento e conhece João e Pedro. Os três trocam cartões entre si. José resolve contratar os serviços de João e, depois de concluído, nunca mais se falam. João é um contato de José, pois se um dia precisar daquele serviço novamente, saberá quem procurar. Diferentemente de Pedro que, depois daquele evento, começou a falar frequentemente com José, trocando informações importantes entre si. Os dois se veem com certa periodicidade e se sentem confortáveis para indicações e convites. José e Pedro exercem o networking.
Existem algumas formas de conseguir manter uma rede ativa e saudável. Primeiramente, e obviamente, é preciso criá-la. As formas mais comuns de se fazer isso é frequentando eventos, cursos e conversando muito, seja lá com quem for. Para isso, o ideal é estabelecer metas, por exemplo: toda vez que viajar, você terá que trocar cartões com pelos menos duas pessoas, uma na ida e uma na volta. Se for à um evento, obrigar-se-á a conversar com pelo menos um desconhecido.
Porém, há certas dicas para isso. Afinal de contas, como iniciar uma conversa com uma pessoa, se você nem sabe o que vai falar? É preciso estar sempre muito bem informado sobre os acontecimentos do mundo, mas, principalmente, demonstrar-se útil para a outra pessoa. Ou seja, criar uma marca pessoal, de forma que você não será apenas um indivíduo que bateu papo com seu interlocutor, e sim o profissional que, de alguma maneira, poderá ajudá-lo, se não agora, numa outra oportunidade.
Estabelecido o primeiro contato e com telefones e e-mails em mãos, chega a hora de relembrar àquela pessoa que você existe. O ideal é, já no primeiro encontro, deixar uma abertura para um novo contato: “posso te ligar semana que vem para marcarmos um café?” “Posso te mandar um e-mail com a apresentação do meu trabalho?”. Caso essa abertura não seja concedida, o ideal é mandar um e-mail, dizendo que foi muito bom conhecer aquela pessoa e que espera em breve encontrá-lo novamente. É preciso ter sensibilidade suficiente para entender se a pessoa quer continuar conversando com você ou não. Afinal, nada pior que se tornar um chato e ser banido da rede de relacionamentos dela.
Entretanto, se você receber essa abertura, estará com a faca e o queijo nas mãos. Basta agora estabelecer contatos frequentes a fim de cultivar aquele relacionamento. Pode ser com e-mails, telefonemas, convites para cafés e happy ours. Certamente, você sentirá se é inconveniente ou não. Aliás, lembre-se sempre das datas importantes, principalmente aquelas que dizem respeito somente àquela pessoa, como a data do aniversário, por exemplo.
Os frutos de uma rede de relacionamento são gratificantes. Pode demorar, mas, mais cedo ou mais tarde, alguém lhe será muito útil e vice versa.
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Comentários
Lé, gostei e estou enviando.
LeonardoF