Algumas pessoas costumam deixar bíblias, salmos, livros, estátuas e outros artigos que denotam a fé da pessoa em sua crença – e isso pode não ser visto com bons olhos pelos outros

Religião é sempre algo delicado para se falar, mas sinto que também é necessário. Não desejo reprimir ou condenar a fé de ninguém, mesmo porque acredito que exista alguém que olha por nós. Meu objetivo é lembrarmos algumas atitudes que devem ser observadas por alguns profissionais.
Como a maioria das pessoas já ouviu falar que “religião não se discute”, amplio o sentido desta frase popular para dois sentidos: evitar discutir no sentido literal da palavra (debater); e evitar falar sobre o assunto no ambiente de trabalho. Em reuniões, eventos, convenções e, claro, no trabalho, é melhor procurar temas gerais para conversar, como: notícias do mundo, do país, estado e cidade, novidades do ramo corporativo, tendências, amenidades e por aí vai, justamente para quebrar o gelo com quem acabara de conhecer. Mesmo com colegas de trabalho, é bom evitar falar sobre o assunto.
A explicação é simples: primeiro, nem todos têm interesse pelo assunto e, segundo, caso o outro compre o assunto e cada um comece a defender seu ponto de vista, é comum ver os ânimos se exaltarem e uma disputa se iniciar justamente ali. Aliás, sobre escolher que assuntos abordar em uma conversa, é recomendável que não se fale sobre assuntos pessoais também, como já comentei anteriormente. Afinal de contas, espera-se que no ambiente corporativo se fale sobre trabalho. Claro que se pode conversar sobre outras amenidades, querendo ou não, convivemos com as mesmas pessoas cinco dias por semana, oito horas por dia e inevitavelmente conversaremos sobre outros assuntos que não envolvam o trabalho.
Voltando ao tema, a estação de trabalho é outro local que deve ser observado. Algumas pessoas costumam deixar bíblias, salmos, livros, estátuas e outros artigos que denotam a fé da pessoa em sua crença – e isso pode não ser visto com bons olhos pelos outros. É bom evitar este tipo de objeto como decoração. Se a pessoa acredita que aquele objeto ou artefato é uma forma de proteção, vigia, ou mesmo uma regra para sua crença, pode-se carregar na bolsa, por exemplo, na carteira ou mochila. Aliás, isso se aplica também a outros objetos. Já vi pessoas que tinham bichinhos de pelúcia, estatuetas do mascote de seu time e até mesmo pinturas e desenhos do filho de 3 anos. Na mesa de trabalho, espera-se que estejam somente os utensílios que auxiliam e complementam a nossa atividade.
Por fim, caso seja realmente necessário orar no horário de trabalho, é melhor fazê-lo de maneira discreta, para que os outros não percebam, ou mesmo em um ambiente reservado para tal atividade.
Independentemente da crença, o que vale, sobretudo, é o profissionalismo. Ao saber o local e hora certa para mostrar e discutir o assunto e saber respeitar todas as convicções, ganha-se credibilidade, e com isso, respeito – que, este sim, deve estar acima de tudo e todos.
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Comentários
Acredito mais no exemplo e nas atitudes que uma pessoa pratica, do que ela profetiza ou propaga.
Se atitude do colega de trabalha for convincente é muito provavel que vai conquista-lo como amigo, dai um passo para, em ambientes apropriados comunhagar ideias convergentes.
Como conselheiro de empresas, pergunto.
O senhor também aconselha profissionais novo na funcção?
GRATO