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segunda-feira, 28 de março de 2011
O bem mais lucrativo: massa cinzenta

É o capital intelectual dos colaboradores que encontra saídas inteligentes para problemas e assuntos aleatórios, além de desenvolver e aprimorar os processos já existentes

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Ano após ano, analiso as médias salariais de diferentes setores econômicos e cargos, e a constatação é obvia: os salários estão cada vez mais altos e, alguns, bem diferentes entre um cargo acima ou abaixo. Parte da exigência empresarial é ter um profissional com credibilidade e que sabe o que faz em seu quadro. Para isso, a busca por posições mais estratégicas está cada vez mais cara por causa de um detalhe chamado “conhecimento”.

office-books-350Os profissionais estão aprendendo a valorizar o tempo dedicado na academia e nos bancos das instituições de ensino. Estudar custa caro, toma muito tempo e todo mundo sabe disso. Por isso, nada mais prático que contratar alguém já qualificado, mesmo que seja um pouco mais caro, certo? Em partes. Achar os profissionais prontos no mercado é algo muito precioso para a empresa, mas há que se valorizar as pratas da casa.

A empresa tem que saber investir no seu bem mais valioso: o conhecimento de seus profissionais. É o capital intelectual dos colaboradores que encontra saídas inteligentes para problemas e assuntos aleatórios, além de desenvolver e aprimorar os processos já existentes. Ademais, melhor que ter profissionais eficientes e coesos, é ter uma equipe inteligente e atualizada.

Várias empresas oferecem “bolsas” para seus funcionários. Já vi valores irem de descontos “pequenos”, como 25%, até o valor integral do curso. Entre os investimentos há cursos de  idiomas, pós, mestrados, doutorados, e por aí vai.

Apesar disso, você pode pensar que ter um profissional qualificado pode ser relativamente fácil, mas encontrar inteligência, expertise, alguém que pense em favor do grupo e da empresa (o desenvolvimento e desempenho), seja confiável, proativo e conheça a área como a palma da mão é algo que não consta no currículo. Afinal, um profissional não é só feito de diplomas, mas principalmente de atitudes.

Ilustro o caso: Recentemente conheci uma excelente profissional que trabalhava em uma empresa internacional de tecnologia da informação. Ela havia recebido propostas melhores e desafiadoras em concorrentes que fizeram brilhar seus olhos, mas a empresa soube pensar rápido e unir o útil ao agradável: ofereceram um mestrado na instituição privada mais conceituada do ramo – com 50% de bolsa. Ela não pensou duas vezes, pois sabia que um curso daquele era muito caro e ela precisaria fazê-lo um dia, caso quisesse alcançar seus objetivos profissionais.

Atualmente ela já terminou o curso, continua na empresa, foi promovida e, claro, analisando nas entrelinhas, ambos saíram ganhando: a empresa – que já recebeu os frutos do estudo da garota; e a jovem, que está mais capacitada e subiu um degrau na carreira.

Não acho errado afirmar que o principal capital das empresas é o intelecto de seus colaboradores. É por meio dessas redes neurais que a empresa cresce, desenvolve-se, inova e sai à frente das concorrentes.

 

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