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segunda-feira, 14 de março de 2011
Falem mal, mas não falem de mim

 

Ser lembrado é muito bom, porém que sejamos sempre lembrados pela qualidade, seriedade, capacidade, pelas coisas boas que fazemos

blog_padrao_bernt


Existe uma máxima que diz: “falem mal, mas falem de mim”. Discordo completamente. Ser lembrado é muito bom, porém que sejamos sempre lembrados pela qualidade, seriedade, capacidade, pelas coisas boas que fazemos. É exatamente por isso que devemos sempre nos preocupar com a impressão que passamos aos outros. Muitos dizem que, por não deverem satisfações a ninguém, não se importam com o que os outros vão pensar se fizerem isso ou aquilo. Mas, paremos para pensar. No mundo corporativo, a imagem profissional conta muito. Logo, não se preocupar com o que nossos colegas, clientes e fornecedores pensam a nosso respeito não me parece ser uma boa ideia.

jobinterview350Defendo a ideia de que um profissional, se não concordante com os valores de uma empresa, deve, mais do que depressa, buscar outra oportunidade em uma organização que, enfim, pense e aja de forma semelhante a seus princípios. Isso não quer dizer que, ao conseguir tal recolocação, pode-se ou deve-se sair por aí falando sobre os erros do empregador anterior.

Já falei aqui anteriormente, mas, não custa lembrar. Numa entrevista de emprego, um dos maiores erros do candidato é falar mal sobre a última empresa que trabalhou. Quando o entrevistador pergunta os motivos do desligamento, dificilmente as pessoas respondem  que foi ineficiência própria ou coisa do tipo. Porém, independente se o profissional foi ou não o culpado pelos problemas que ocasionaram o desligamento, a culpa jamais deve cair em cima da antiga empresa. A impressão que se passa é que amanhã a vítima dos falatórios pode ser o novo emprego. O ideal é dizer a verdade, de forma amena, sem reclamar ou apontar fatos isolados. Dizer que havia incompatibilidade de perfil pode ser uma boa saída. Entrar em detalhes é praticamente dar um tiro no pé, mesmo que o correto seja o candidato.

E, convenhamos, quando falamos mal de uma empresa onde já trabalhamos, falamos mal de nós mesmos. Ora, aquela empresa faz parte de nosso currículo, e fez parte de nossa história profissional, não há porque sairmos por aí falando mal a torto e a direito. É como se falássemos mal de nós mesmos.

Um profissional que fala mal de um antigo empregador pelas costas passa a impressão de uma pessoa rancorosa, infantil e desleal. Pior ainda quando isso ocorre com profissionais que fofocam sobre o atual empregador. Pergunto-me a onde essas pessoas querem chegar? Será que eles não percebem o quão mal fazem para sua imagem? É o mesmo (ou pior) que falar mal de concorrentes.

É muito comum, no meio publicitário, algumas empresas usarem falhas dos concorrentes para propagandear. Acho uma estratégia pouco eficaz. É muito melhor focarmos em nossas qualidades e objetivos e buscar alcançá-los sempre. A diferença entre uma empresa que perde tempo falando dos defeitos de seus concorrentes e uma organização que se preocupa em inovar é que a primeira dependerá sempre do insucesso da segunda. Porém, como a segunda busca sempre a inovação, dificilmente atingirá o insucesso.

Aprender com nossos próprios erros e, até, com os erros alheios é saudável. Porém, o sujo falar do mal lavado já é outra história. Com os profissionais, podemos partir do mesmo princípio. Porque não focar na qualidade do seu próprio trabalho e buscar a inovação e qualificação constante, ao invés de perder seu precioso tempo falando mal de um colega ou, pior, de um antigo empregador? Desculpem-me a sinceridade, mas parece-me uma atitude complemente equivocada, para não dizer outra coisa.

Por isso, preocupe-se, sim, com a forma que você anda se apresentando ao mercado. Ser fofoqueiro, reclamão ou rabugento só depõe contra você mesmo. Tenho certeza que a última coisa que uma pessoa quer quando faz isso é se prejudicar, mas, no final das contas, é o que acaba acontecendo.

 

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