Tudo, ou quase tudo, um dia fica obsoleto. Inclusive nós

Enquanto a procura por determinadas profissões cresce assustadoramente, a demanda por outras cai na mesma proporção. Da mesma forma, a cultura, os modos e o que o mercado exige de cada profissional também muda. Por isso, corremos o risco de facilmente ficar para trás.
Todos já cansaram de ouvir que é preciso buscar o conhecimento incessantemente, seja em cursos, congressos, palestras e eventos. Três gerações estão no mercado de trabalho atualmente: a minha, onde muitos já saíram; a dos meus filhos, indo para a segunda metade da carreira; e a última, dos meus netos, que ainda estão no começo e com pouca experiência, mas já chegam com diferenciais que as gerações antigas precisaram aprender com rapidez para não serem ultrapassados, como idioma e tecnologia.
Vejo com certa frequência profissionais excelentes serem reprovados em processos seletivos por falarem somente o português. Atualmente, a educação básica ensina não somente o inglês, mas também o espanhol, que se tornou obrigatório recentemente – e isso já é um grande diferencial. Por mais que o profissional possua um curso, concluído anos atrás, a prática deve ser constante. Nesse quesito é possível incluir a leitura de periódicos e assistir à televisão ou filmes sem legendas, por exemplo. Se o português muda, os outros idiomas também, e somente a prática constante garante fluência.
Outro ponto está na tecnologia. É impressionante a facilidade de interação e aprendizado com a tecnologia que a geração Y, e a recém chegada Z, já apresentam – parece já nascerem com um celular e um netbook ligados a eles. Uma verdadeira “geração tech”. As mudanças mais recentes convergem para o uso massivo de redes sociais, e já parece quase um senso comum, acredito eu, que quem não tem e-mail ou perfil em rede social é como se não existisse.
Mas, pior que não existir na rede, é não acompanhar as mudanças da própria área de atuação. Novos modelos de gestão, técnicas novas de abordagem, cursos de aprimoramento e desenvolvimento, etc. Percebe-se uma infinidade de mudanças em diversos fatores, mas de todos os erros, há um maior que todos. O profissional que pensa que somente sua capacitação basta para a carreira é o primeiro a ficar para trás. Acompanho, ano após ano, as médias salariais de diferentes cargos e setores e vejo que as empresas andam cada vez mais generosas, e também mais exigentes. Sobram vagas, mas falta alta qualificação para preenchê-las.
Por tudo isso, e mais um pouco, vale a pena investir um tempo do dia à leitura. Saber um pouco de cada coisa que acontece mundo afora é importante, não somente para poder dar sua opinião em rodas de conversa, mas para ser uma pessoa sempre atualizada. Deve ser um hábito. Vejam que o mundo cria exigências que ficam implícitas nos novos costumes e quem não acompanha, vira artefato de museu.
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Comentários
Dormimos e acordamos menos informados, se nos distrairmos, menos inteligentes, porque a velocidade da mudança é de um carro turbinado e a reflexão que fica é :meu motor está acompanhando ?
Claudia Lopes Morales
Com isso só nos resta é nos atualizar e entender que aquela fatia do bolo está cada ver mais dificil.