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O comportamento de alguns líderes pode ser muito mais que uma simples pedra no sapato

Metódico, durão, preguiçoso, nervoso, centralizador. Já vi e convivi com todos os tipos de líderes e uma coisa posso dizer: seu comportamento pode ser muito mais que uma simples pedra no sapato e um desafio diário à paciência.
Antes de falar sobre os inconvenientes, relembro os dois tipos de líderes bons para as empresas. O primeiro deles é o “líder nato”, aquele que influencia com naturalidade todas as pessoas à sua volta devido à enorme empatia. Motiva e cativa a todos como ninguém. O segundo é o “líder por competências”, que se destaca pelas qualificações, méritos, habilidades e experiências que possui na empresa – e, por isso, consegue assumir cargos mais altos.
Voltando aos chefes complicados, há sempre uma peculiaridade neles que acaba comprometendo o desenvolvimento da equipe. Por exemplo: menosprezar ou criticar arduamente o trabalho dos subordinados com frequência; atulhar os outros com trabalhos rotineiros; pegar todas as responsabilidades e afazeres para ele; não ouvir opiniões; e, pior de todos, não dar méritos, elogios e feedbacks aos funcionários. Isso tudo impede o desenvolvimento da equipe. E o que um líder deve fazer se não primar pelo aprimoramento de todos e a conquista de metas e objetivos?
O "chefe mala" me lembra muito aqueles perfis de reis e soberanos de livros e filmes. Isolam-se em suas masmorras e, sentados em suas imponentes cadeiras, mandam, desmandam e zombam seus “servos”. Não pensam no desenvolvimento do todo, como um líder nato o faria – o que demonstra egoísmo e orgulho fortes. Até mudam seu comportamento diante de outras pessoas da “realeza” (direção e presidência), mas frente seus subordinados (ou inferiores, como eles costumam pensar), agem de maneira cruel. Isso é abuso de poder – justo o que um líder não deve ter.
Mas como toda ação tem uma reação, agir dessa maneira tem um custo alto, que geralmente é o próprio emprego do indivíduo. Com o tempo, eles passam a ser mal vistos pela empresa e, por mais que sejam temidos pelo seu comportamento, a reputação já foi pisoteada pelas costas há muito tempo. O problema é quando este chefe ocupa a cadeira presidencial. Aí não há muito o que fazer senão aprender a conviver com isto – ou trocar de emprego. Devo citar aqui também um ônus que estes chefes lidam com frequência: alta rotatividade de funcionários. A insatisfação de ter um líder no qual não se pode espelhar, desenvolver ou confiar é extremamente desmotivador e certamente afasta toda e qualquer pessoa.
Como driblar as chatices e amarguras de um comportamento tão difícil de lidar?
Domando os sapos
Primeiro: Não tenha vínculos além dos profissionais com o chefe. Embora pareça (e seja) algo vil, eles também usam informações pessoais contra as pessoas.
Segundo: Foque no seu trabalho e não dê muita atenção ao chefe. Ao não lhe dar chances de impor seu ego sobre você, ele passará a implicar menos. Foque também na melhoria constante de seu desempenho profissional. Vai que algum outro líder e bom samaritano lhe enxerga como uma mente brilhante e decide lhe tirar da equipe do mala?
Terceiro: Aprenda a ver tudo com outros olhos. Já que dificilmente ouvirá elogios pomposos a seu respeito, tente enxergar o lado bom de tudo que parece implicância. Eles nunca dão o braço a torcer por alguém que faz melhor que eles, embora saibam que você é muito mais competente.
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