Já vi muitos casos que começaram secretos e deram certo. Mas a maioria – acreditem – acaba trazendo muita dor de cabeça aos envolvidos

Todo mundo se apaixona. Há pelo menos um dia na vida em que, simplesmente ao ver alguém, o coração bate mais forte. E todo mundo sabe que não há lugar nem hora certa para ser pego de surpresa pelo cupido. E se, baseado nessa premissa, a paixão acontecer por alguém do ambiente de trabalho? Embora eu não concorde com o movimento, já vi muitos casos, inicialmente secretos, darem certo. Mas, a maioria, acreditem, acaba trazendo dor de cabeça tanto para os funcionários envolvidos, como para seus chefes.
Antes de tudo, lembro que no ambiente de trabalho devemos tratar de assuntos corporativos. A partir do momento que, neste ambiente, começam a tomar como prioridade os assuntos particulares, aí temos um problema. Um destes exemplos é um eventual romance, que pode comprometer o desempenho dos apaixonados.
Mas como não podemos controlar nossas emoções como gostaríamos (e desligar isso durante o expediente), caso isso ocorra, o mais prudente é comunicar aos gestores a situação, para que, se necessário, medidas sejam tomadas. Ainda mais se tratando de algo que, na grande maioria dos casos começa de forma secreta, sou da premissa que “mentira tem perna curta”. Para encobrir seu casinho, terá que contar uma mentira, depois outra, e outra e, quando se der contar, estará perdido entre suas próprias mentiras.
Claro que há exceções, há empresas que são tão grandes que, dentro de um complexo industrial, onde circulam milhares de pessoas diariamente, o controle se torna mais difícil – principalmente quando são pessoas de diferentes setores e que dificilmente se vêem. Também há empresas que permitem em sua cultura este tipo de relacionamento, desde que se respeitem algumas regras. Não posso deixar de citar os casos passageiros. Estes devem terminar o quanto antes. Rumores nunca são bons à reputação de ninguém e outra: empresa não é lugar de paquera. Porém, se você tiver se apaixonado por um colega de trabalho e a empresa aceitou essa situação, aqui estão algumas regras básicas que devem ser seguidas à risca.
Controlando o (excesso de) amor
Primeiro: Discrição. Por mais que a empresa libere o relacionamento, não é cabível qualquer tipo de tratamento amoroso, carinhos, chamegos e demonstrações públicas de afeto (beijos e abraços calorosos, mãos dadas, etc.). Lembre-se: no ambiente corporativo o comportamento deve ser o mais profissional possível. E claro, nada de brigas com seu parceiro dentro da empresa.
Segundo: Sobre presentes e surpresas. É comum ver em datas de aniversário de relacionamento e dias dos namorados a entrega de presentes e buquês de flores. Dentro da empresa, o casal deve agir da mesma forma. A entrega pode até ser feita, desde que seja através de um entregador e os agradecimentos, reservados para depois do serviço.
Terceiro: Ferramentas de comunicação. Programas de conversa e e-mail são de uso exclusivamente corporativo, não para bater papo. Não abuse destas ferramentas para saber por que seu companheiro está atrasado para o trabalho. Lembre-se que, dentro da empresa, vocês são colegas e nada mais que isso.
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Última atualização em quinta-feira, 03 de fevereiro de 2011 |
Comentários
Relacionamentos amorosos ou eventuais entre adultos ocorrem (é normal e saudável).
Básico é separar o profissional do pessoal.
Mas vejo as vezes a imposição de credos pessoais, (falsos) pudores e menos uma abordagem serena sobre o assunto.
Discordo sobre correr avisar o chefe.
Discordo da postura (comum em vários momentos) de que a pessoa está ali para trabalhar e pronto. Pessoas não são máquinas!
Reprima o ser humano e terá um escravo insatisfeito e talvez, até intimamente rancoroso, menos produtivo e pouco criativo.
É necessário maturidade de lideranças e funcionários.
A empresa é um organismo social, mas em pleno século XXI, surgiu a senzala virtual e sinhás e sinhôs se arrogam as qualidades de proprietários da vida alheia.
Funcionários devem ter consciência da sua responsabilidad e assim como as lideranças. E quem gosta de se meter na vida alheia, é fofoqueiro (desculpe a franqueza).