Desleixo é uma questão pela qual nenhuma pessoa deveria passar, muito menos no horário e ambiente de trabalho

Nos últimos tempos, pessoas vieram me solicitar que abordasse casos de preconceito. Veja, alguém não deixa de ser competente pela cor dos cabelos ou da pele. Muito menos pelas suas crenças quanto à religião, política ou opção sexual. Competência se refere à capacidade de uma pessoa desempenhar determinada tarefa ou função – e isso nada tem a ver com essas questões que citei anteriormente.
A verdade é que o ser humano já possui por natureza uma tendência a pré julgar os acontecimentos, coisas ou pessoas, de acordo com sua experiência. Defendo aqui a obrigação que todos nós temos de respeitar as opções ou peculiaridades de cada um, principalmente dentro do ambiente de trabalho.
Vejam bem, me tomando como exemplo: o principal foco de meu trabalho é a seleção de profissionais para outras empresas. Já imaginou se eu deixasse de apresentar um excelente profissional a um cliente por causa de alguma característica que foge aos parâmetros idealizados pela sociedade? Isto seria inaceitável. Uma deficiência física ou uma ideologia particular jamais podem interferir em nossas atitudes. Conheço histórias de empresários que foram processados por tratarem certas particularidades de seus funcionários de forma vexatória. A história da “loira burra”, por exemplo, foi um mito popular criado há alguns anos que diz que toda loira possui capacidades inferiores às morenas. Até hoje me pergunto de onde foi que tiraram essa ideia. É ignorância pensar que um profissional, para ser excelente, depende de sua escolha religiosa ou sexual, de seu peso, aparência, sexo, idade, situação socioeconômica ou raça. Existem situações que, infelizmente, ainda não conseguimos mudar. Como exemplo disso, posso citar o fato de as mulheres possuírem salários inferiores aos dos homens, mesmo ocupando cargos equivalentes. Isso é uma questão cultural, mas que está mudando aos poucos. Sinto-me na obrigação de defender qualquer tipo de diferença, pois sei que o bom profissional é traçado por altas doses de vontade de crescer, visão de mercado, desenvolvimento intelectual (através de especializações, etc.), habilidades e, principalmente, por suas competências comportamentais: capacidade de liderança, relacionamento interpessoal e visão sistêmica, por exemplo. Porém, olhando pelo outro lado da moeda, preciso salientar uma questão importante: há profissionais que se descuidam com a vestimenta e higiene quando vão trabalhar. Veja, quando trabalhamos, representamos a empresa quando nos comunicamos com clientes e fornecedores. Se não nos apresentarmos de forma agradável, com roupas limpas e condizentes com o local de trabalho, ou então sem a barba feita (no caso dos homens), passamos a impressão de que a empresa é tão desleixada quanto a sua aparência. Desleixo é uma questão pela qual nenhuma pessoa deveria passar, muito menos no horário e ambiente de trabalho. E, de quebra, ainda corre o risco de ser discriminado por uma questão que poderia ser evitada.
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Última atualização em quinta-feira, 03 de fevereiro de 2011 |
Comentários
Aparte de piadas chamo-me Alfredo, e à semelhança de ti escrevo webpages se bem que o tema principal do meu space é bastante distinto deste....
Eu faço páginas de poker que falam de bónus sem depósito sem arriscares o teu dinheiro......
Apreciei bastante o que li aqui outra vez
Voltarei!:)
Ps:desculpa o meu portugues