| quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 |
| Antes só... |
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...do que em um brainstorm: as melhores idéias surgem solitariamente, diz uma autora americana A técnica é conhecida e parece fazer todo o sentido: junte um grupo de pessoas em uma sala, dê a elas liberdade para discutir e devanear e, voilá!, o resultado será um conjunto de boas idéias com potencial de se tornarem bons negócios. Eis um brainstorm, recurso utilizado pelas empresas com frequência quando precisam de soluções criativas. Para Susan Cain, no entanto, essa não parece ser a melhor forma de estimular a criatividade. Segundo ela, pesquisas sugerem que “as pessoas são mais criativas quando desfrutam de privacidade e estão livres de interrupção”. E mais: “as pessoas mais espetacularmente criativas em várias áreas são, com frequência, introvertidas” (The New York Times, 13/01/2012).Cain afirma que o brainstorm é uma das piores formas de estimular a criatividade. Por quê? Porque as pessoas, quando em grupos, tendem a deixar que os outros trabalhem, eximindo-se de participar. Além disso, “instintivamente mimetizam as opiniões dos outros” e “sucumbem à pressão do grupo”. (Esses dois últimos fatores, aliás, são bem conhecidos; já em fins dos anos de 1950, pesquisas mostravam que quando instadas a fazer julgamentos públicos sobre algo, as pessoas tendiam a copiar a opinião de seus pares, mesmo quando isso contrariava evidências visíveis, lembra a Scientific American Mind de novembro/dezembro de 2011. Grupos de foco, utilizados em pesquisas qualitativas, padecem desse viés com frequência, diga-se de passagem). Susan Cain, no entanto, abre uma exceção nessa sua apologia anti-brainstorm: quando realizada pela internet, a ferramenta pode apresentar bons resultados. E vai além: quanto maior o brainstorm digital, melhor. “A proteção da tela atenua muitos problemas do trabalho em grupo. Esse é o motivo pelo qual a internet tem estimulado tantas criações maravilhosas (...) Trata-se de um lugar no qual é possível estar sozinho e em grupo” simultaneamente, escreve ela. Vale lembrar que a cocriação, da qual muitas empresas estão fazendo uso atualmente, vale-se bastante da interação via internet. Para quem quiser saber mais sobre Susan Cain e suas idéias: www.thepowerofintroverts.com. |



Para Susan Cain, no entanto, essa não parece ser a melhor forma de estimular a criatividade. Segundo ela, pesquisas sugerem que “as pessoas são mais criativas quando desfrutam de privacidade e estão livres de interrupção”. E mais: “as pessoas mais espetacularmente criativas em várias áreas são, com frequência, introvertidas” (The New York Times, 13/01/2012).

