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segunda-feira, 05 de dezembro de 2011
Reclame conosco

Queixas de clientes são uma forma imprescindível de feedback

Recebo o folder de um hotel que diz, lá pelas tantas:


ouvidoria-350“Nossos serviços e acomodações são 100% garantidos. Ao nos procurar com um problema e ele não for resolvido durante a sua estada, até a sua diária poderá ficar por nossa conta”.

Soa simpático, sem dúvida, mas...faz sentido?

Em parte. Solucionar problemas, de fato, é uma forma de gerar satisfação nos clientes. Existem pesquisas que mostram que problemas resolvidos a contento geram níveis de satisfação mais elevados do que serviços prestados da maneira adequada na primeira tentativa. É o que estudiosos chamam de “paradoxo da satisfação”.

Porém, o que talvez o hotel não conte é que nem todo cliente insatisfeito reclama, ao menos diretamente para o estabelecimento. Aliás, o normal é que a maioria não o faça. Há pesquisas que indicam que esse índice é de apenas 4% em alguns tipos de estabelecimentos – como restaurantes, por exemplo.  

Isso não quer dizer, claro, que a insatisfação não exista, ou que não vá redundar em queixa – só que via boca a boca negativo.

Assim, considero o compromisso do hotel válido, mas por um motivo secundário: ele estimula o cliente a reclamar. A reclamação é uma forma imprescindível de feedback. Quantas coisas não são descobertas apenas quando chega uma reclamação? Quantos detalhes que passam sem ser percebidos pela empresa são “descobertos” via clientes?

Além disso, a reclamação é uma oportunidade: saber resolver problemas pode ser o grande diferencial de uma empresa em uma era em que os diferenciais praticamente inexistem nos produtos e nos serviços.
 

Comentários 

 
#1 Gilberto Strapazon 2011-12-06 12:13
Excelente André. A maioria não reclama, não querem se incomodar, mesmo com razão. Vêem o questionamento como eventual afronta. É necessário conquistar a confiança de alguém que estará arredio e desconfiado. É necessário observar, estar atento. O cliente pode não reclamar, mas com certeza vai comentar com muitas outras pessoas, provavelmente por muito tempo. Não se trata de grudar no cliente tentando descobrir algo. Mas sim observar, usar o coração, ter sentimentos verdadeiros a respeito das pessoas. Seguidamente falo de elevar a consciência, meditação e coisas assim que deveriam fazer parte em tudo. Pessoas que façam algum tipo de atividade de reflexão e de percepção da natureza, de si mesmo e das pessoas, estarão mais atentas aos demais. As pessoas não são números, seres humanos. E quem reclama tem seus limites também, não é falar qualquer coisa. Tem um exemplo que comentei no blog: http://gilbertostrapazon.blogspot.com/2009/09/criticas-certas-ou-nao-neste-ou-naquele.html
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