O perigo mora na gôndola

Brasileiro costuma comprar por impulso principalmente em supermercados

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Pesquisa revela que supermercado é o local onde os brasileiros mais compram por impulso

Ir ao supermercado e acabar comprando mais do que deveria é um hábito comum. O problema é que muitas vezes a compra é feita sem necessidade alguma. Uma pesquisa conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que 33,2% das compras feitas por impulso e sem planejamento acontecem no supermercado. Considerando apenas as cinco últimas compra, quase metade (43%) foi feita por impulso. O índice é maior entre as mulheres (46,4%) e os jovens (51,2%).

Independentemente do estabelecimento comercial, a esperada promoção é a principal responsável pelo consumo impulsivo: cerca de oito em cada dez consumidores ouvidos (84,1%) admitem que as promoções os levaram a adquirir produtos sem refletir. E mais: eles afirmaram, ainda, ter a sensação de estar fazendo um bom negócio. "Os dados sugerem que os consumidores muitas vezes decidem a compra para aproveitar uma oportunidade – e não a partir de uma análise sobre a efetiva necessidade daquele produto", conta Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC. "Nesse caso, as promoções podem ser as vilãs dos consumidores que não têm planejamento financeiro e dos que, ainda que tenham, não conseguem resistir aos apelos promocionais no ponto de venda", afirma Marcela. Não sem razão, o levantamento constatou que o brasileiro tem, em média, três compras parceladas – pelo menos uma delas feita sem necessidade.

Metodologia

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas ouviram 605 pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 4 pontos percentuais com margem de confiança de 95%.


leia também

Dilma diz que sofreu segundo golpe de Estado na vida - Ex-presidente afirmou que recorrerá contra o que chamou de “fraude”

A China fez o que o mercado queria - Corte de juros era algo esperado, mas ainda não é suficiente para ajudar na recuperação econômica, afirmam especialistas

A era dos carros sem “charme” - Será esta a característica dos veículos elétricos e dos autodirigidos?

A estabilidade do funcionalismo público é mesmo necessária? - O tema é particularmente importante no contexto de ajuste fiscal, avalia Zeina Latif

A nova ambição do encantador de clientes - Galló anuncia missão de ser “o maior varejo de moda das Américas”

A responsabilidade do Congresso - O cuidado com os recursos públicos e o respeito à restrição orçamentária deveriam ser valores da casa, opina Zeina Latif

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: