Como fugir das armadilhas do GPS?

Motoristas podem evitar que um passeio se torne uma experiência ruim

Por Júlio Ribeiro*

GPS, aparelho de geolocalização

O avanço das tecnologias de navegação, que se tornaram populares graças ao alcance da marca GPS (Global Position System), representa um marco para a humanidade. Enfim, hoje não conseguimos praticamente se deslocar sem antes consultar os dispositivos de localização – seja no celular ou no carro. Buscamos respostas para perguntas como o melhor caminho para seguir, informações do trajeto e o tempo de deslocamento.

Mas, embora sejam imensuráveis os benefícios, é preciso ter cuidados ao utilizar os sistemas de navegação. Isso impedirá que situações como a ocorrida no início de agosto com a atriz Fabiana Karla, da TV Globo, se repitam. Ela teve o carro alvejado por balas em uma área de risco no Rio de Janeiro. O incidente aconteceu por causa da indicação de um caminho alternativo sugerido pelo GPS.  Há maneiras de lidar com essa tecnologia tendo mais segurança.

Em primeiro lugar, é preciso entender que existem diversos sistemas de navegação – o que pode causar certa confusão, já que o funcionamento e a atualização de mapas se dão de modo diferente em cada sistema. Há, inclusive, diversidade de modelos para automóveis e smartphones. Poucas pessoas sabem, também, que os aparelhos de navegação possuem três configurações de rotas: a mais fácil, a mais curta e a mais rápida. A mais fácil indica trajetos considerados de grande movimento (avenidas, vias rápidas, ruas principais etc). Esse é o caminho mais comum, pois já vem configurada para servir ao usuário. Ela é a melhor opção ao visitar uma cidade que não se conhece direito, pois evita itinerários alternativos.

A rota mais curta oferece caminhos de menor distância. Essa alternativa foge de possíveis gargalos do trânsito se valendo de informações enviadas por outros usuários. No entanto, ela pode levar até vielas sem asfalto, becos e locais ermos. Portanto, essa opção é indicada para quem já conhece a região. A rota mais rápida, por sua vez, leva em conta a fluidez e os limites de velocidade das vias. Nesse caso, ela mostra, supostamente, o percurso de menor tempo a ser percorrido. Essa rota também é recomendada para usuários que conhecem os lugares.

A seguir listo alguns passos para que os motoristas evitem que um passeio ou a ida ao trabalho se torne uma experiência desagradável.

Explorar o sistema de navegação
Gastar alguns minutos estudando a opção de configurações do aparelho de navegação é uma ótima forma de conhecer o potencial da ferramenta que o usuário tem em mãos. Tipos de rotas, idiomas, guia vocal (a voz do GPS), modo de visualização da tela, por exemplo, podem ser configurados de acordo com a preferência.

Estudar o caminho antes
Procurar saber com antecedência o trajeto a ser percorrido é importante para evitar imprevistos e erros causados por informações desatualizadas ou mesmo em caso de homônimos de ruas (quando o endereço de repete em pontos distintos da cidade). Apesar de ser uma dica básica, não são todos que a seguem.

Off-line e On-line
Alguns sistemas funcionam apenas quando estão conectados à internet, como é o caso dos smartphones. Outros podem ser utilizados no modo off e on-line, como na maioria dos aparelhos instalados em automóveis. A diferença está na atualização dos dados em tempo real: enquanto conectados, os aparelhos fornecem dados mais precisos de fluxo do trânsito, direção e até alertas para acidentes ou obras na pista. Checar se o sistema está recebendo os dados em real time permite ao motorista tomar a melhor decisão.

Bases de dados oficiais ou colaborativos
Outro motivo de atenção é o fornecimento das informações ao sistema de navegação. É que muitos dos [sistemas] mais populares como GoogleMaps e Waze, por exemplo, são alimentados de forma colaborativa, logo, sem verificação dos dados. Outros sistemas utilizam fontes oficiais como órgãos de trânsito, polícia e prefeitura. Isso garante a confiabilidade das indicações.

*Gerente de conteúdo geográfico na Imagem, distribuidora brasileira da Tom Tom, fabricante holandesa de sistemas de navegação para automóveis.



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