A escolha de um bom líder

O melhor chefe é aquele que tem o perfil psicológico para assumir responsabilidades e o ônus da liderança

Por Bernt Entschev

Liderança

É natural que as pessoas queiram crescer, melhorar, evoluir de todas as maneiras. Nas organizações, isso acontece através de promoções que geram melhores remunerações e benefícios.  Muita gente se esquece que esse crescimento traz consigo mais responsabilidades – seja sobre os resultados da empresa, e também sobre pessoas, produtos e processos.

 

Aquela amizade com os colegas de trabalho, os papos de corredor ou no cafezinho, as piadas, tudo isso vai ficando para trás conforme o profissional vai galgando espaço na hierarquia corporativa.  O poder também pode levar ao isolamento. Não por acaso, a pessoa mais isolada da empresa normalmente é o presidente. Como chefe dos seus amigos, você deixa de ser aquela pessoa próxima e se torna aquele que cobra resultados.

Por isso, há profissionais que não aceitam cargos de chefia. Eles não querem abandonar a zona de conforto, os amigos e as atividades já conhecidas. Quem cresce na organização é quem convive bem com essa situação.

 

Aqui surge o ponto crucial: o melhor chefe não necessariamente é o melhor profissional da área, mas aquele que tem o perfil psicológico para assumir as responsabilidades e o ônus da liderança. Aquele vendedor excelente, que produz o dobro dos outros, pode não ser o mais indicado para comandar a equipe de vendas. Se ele não tiver o temperamento adequado, a empresa terá dois problemas: perderá um ótimo vendedor e ganhará um chefe inadequado, que eventualmente terá que sair da empresa, pois a legislação não permite a redução salarial.

 

O segredo para evitar isso é fazer uma avaliação psicológica daqueles que a empresa pensa em promover. Em linguagem organizacional, isso se chama Assessment. É um processo que leva em consideração as potencialidades do profissional, como ele vai reagir diante de situações típicas de liderança – e não exclusivamente a capacidade de produção do indivíduo. Muitas empresas já utilizam esse conceito e estão colocando as pessoas certas no lugar certo. Afinal, é assim que se descobrem bons líderes.



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