Banco Central sinaliza fim de alta do juro

Copom deve se manter vigilante em caso de desvio da meta de inflação

Da Redação, com Agência Brasil

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Banco Central sinaliza fim de alta do juro

De acordo com a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) publicada nesta quinta-feira (6), a estratégia de política monetária está na direção correta. “Os riscos remanescentes para que as projeções de inflação atinjam com segurança o objetivo de 4,5% no fim de 2016 condizem com os efeitos cumulativos e defasados da política monetária - ou seja, com o intervalo entre o aumento de juros e seu efeito prático na economia. Ainda assim, o colegiado aponta que esses riscos exigem que a política monetária se mantenha vigilante em caso de desvios significativos das projeções de inflação em relação à meta”, relata o comunicado.

O aviso é de que o ciclo de aperto monetário chegou ao fim com Selic em 14,25% ao ano. No entanto, o Copom pode voltar a elevar o juro - por isso o uso da palavra “vigilante”, caso as projeções de inflação se desviem da meta. O BC aponta que, para 2016, a estimativa de inflação mostrou estabilidade nos dois cenários avaliados — referência e mercado —, permanecendo acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para este ano, a previsão de inflação voltou a subir no cenário de referência do Banco Central e se afastou ainda mais do centro da meta, de 4,5%. O cenário de referência do BC leva em consideração um câmbio a R$ 3,25 e Selic estável em 13,75% em todo o horizonte relevante. Já no cenário de mercado, as estimativas para a inflação também subiram para 2015 e permaneceram inalteradas em 2016, acima do ponto central da meta nos dois períodos.

Alta dos preços
O Banco Central trabalha com a expectativa de alta dos preços administrados de 14,8% este ano, ante 12,7% estimados no documento anterior. Para a gasolina, a expectativa de reajuste é de 9,2% e, para a energia elétrica, de 50,9%. O Copom aumentou a projeção para o preço da tarifa de energia elétrica de 41% para 50,9%, este ano. A estimativa para o preço do botijão de gás também subiu, de 3% para 4,6%. A estimativa para o preço da gasolina ficou praticamente estável, ao passar de 9,1% para 9,2%.

A projeção para as tarifas de telefonia é que a queda seja de 3%, ante 4,4% previstos em junho. Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, o comitê projeta variação de 14,8% em 2015, ante 12,7% considerados na reunião do Copom de junho. Em 2016, a projeção para o conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados é 5,7%, ante 5,3% considerados na reunião do comitê de junho.


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