Três razões que levam o dólar a continuar subindo no mundo

Falta de sincronia dos BCs é uma delas

Por Infomoney

Três razões que levam o dólar a continuar subindo no mundo

A crise política e o enfraquecimento da economia nacional pode até estar colaborando para que o real perca força ante o dólar. Porém, o movimento de alta da moeda norte-americana está longe de ser exclusivo daqui. Se o dólar chegou a R$ 3,4680 (+0,4%) no início da tarde desta terça-feira (4), seguindo sua máxima em 12 anos, em países como Colômbia e Tunísia a divisa também está quebrando seus recordes em mais de uma década.

No blog oficial da BlackRock, Russ Koesterich, estrategista-chefe mundial da gestora que gerencia US$ 4,2 trilhões em ativos no mundo, deu três razões para justificar que o dólar deve continuar forte em relação às principais moedas do mundo. Até agora a única que se salva é o yuan chinês. Confira, a seguir, as explicações.

Políticas divergentes dos bancos centrais
A cada dia que passa aumentam as chances do Federal Reserve elevar as taxas de juros nos Estados Unidos. Isso, inclusive, poderá ocorrer já em setembro. Porém, enquanto a maior economia do mundo aperta a política monetária, outros países estão relaxando as taxas, caso da Índia. Essa é uma falta de sincronia que já tem um bom tempo e pode ser positiva, mas que assusta os emergentes e impulsiona o dólar.

Renascimento do setor energético norte-americano
Graças ao desenvolvimento de técnicas alternativas de extração de xisto, os Estados Unidos vivem um boom de produção de petróleo e podem superar a Arábia Saudita como maior produtor mundial ainda neste ano. O déficit em conta corrente do país caiu pela metade na última década, o que eleva a força do dólar.

Os ciclos de alta do dólar tendem a durar anos e não meses
"A alta do dólar que estamos vendo neste ano é discreta comparada aos episódios da moeda forte do começo dos anos 1980 e final dos anos 1990. O rali do dólar pode estar só começando", diz o texto da BlackRock. Porém, Koesterich ressalta que podemos ver correções no meio dessas altas. Ciclos anteriores de apreciação do dólar duraram de seis a sete anos, mas chegavam a ter um ano de queda nesse período.


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