Rede Sapiens é lançada em Porto Alegre

Iniciativa premiará dissertações e teses de mestres e doutores gaúchos

Da Redação

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Rede Sapiens é lançada em Porto Alegre

O Rio Grande do Sul passa a contar com um novo ambiente digital para troca de conhecimentos e divulgação de trabalhos acadêmicos desenvolvidos por estudantes –mestres e doutores – de universidades gaúchas. É a Rede Sapiens, lançada nesta segunda-feira (25), na Arena uMov.me. O projeto conta com a curadoria da Fapergs e Reginp e apoio da Secretaria de Estado da Inovação, Ciência e Tecnologia, universidades, entidades setoriais e empresas. A rede abrange as áreas de conhecimento baseadas no CNPq: agrárias, biológicas, engenharias e computação, exatas e da terra, humanas, linguística, letra e artes, saúde e sociais aplicadas.

Mais de 6 mil mestres e doutores são formados no Rio Grande do Sul a cada ano. Para facilitar o conhecimento em aplicação, o modelo da rede propõe uma ação coletiva. Para Alexandre Trevisan, CEO da uMov.me, o projeto contempla simplicidade e poder de entrega. “Em uma sociedade em rede, cada um tem um papel. Tem de ser forte e resistente como um nó, mas, em uma rede, não há um nó mais importante, não há um líder. Assim é a Rede Sapiens”, descreve Trevisan. A iniciativa também se integra com o Pacto Alegre, um movimento que reúne a Aliança para a Inovação, desenvolvida pelas universidades Ufrgs, Unisinos e PUCRS, além de instituições públicas e privadas da capital gaúcha.

Apesar de ter somente 5% da população do país, o Rio Grande do Sul gera 11,5% da produção científica do país. Para Luís Lamb, secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado, isso demonstra o potencial gaúcho para gerar riqueza a partir do conhecimento. “Pela primeira vez na história, é possível ficar rico sem nenhum patrimônio natural. O que gera valor hoje é o conhecimento”, ressaltou Lamb. Representando a Ufrgs, o reitor Rui Vicente Oppermann, assinalou o esforço das universidades em democratizar o acesso ao conhecimento. “Temos reconhecimento da sociedade. Produzimos muitos papers, mas não transformamos isso em aplicação. Os trabalhos acadêmicos tem início, meio e fim. O fim tem de ser a apropriação por parte da sociedade, e não a gaveta”, defende o reitor.

“O fluxo fortalece o conhecimento. É uma lógica inversa à do estoque. Ao girar o conhecimento, chegamos naquelas pessoas que podem aplicá-lo para mudar a sociedade”, afirma Alsones Balestrin, Pró-Reitor Acadêmico e de Relações Internacionais da Unisinos. A Rede Sapiens agraciará acadêmicos em dois prêmios. Na categoria Conexão com o Mercado, serão escolhidos os cinco projetos científicos que tiverem mais solicitações por parte de empresas até abril de 2020. Já o prêmio Engajamento vai laurear os cinco trabalhos mais acessados até o fim de abril. Serão considerados apenas as dissertações e teses defendidas entre 2014 e 2018. 

O lançamento teve a participação, também, de Paulo Renato Ardenghi, head de Inovação da Prefeitura de Porto Alegre, Gervasio Annes Degrazia, diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs), Carlos Eduardo Aranha, CEO da Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação (Reginp), e Jorge Polydoro, publisher do Grupo AMANHÃ. Durante o evento Polydoro lembrou que a Rede Sapiens vai integrar a Plataforma de Transformação que está sendo desenvolvida para conectar o ecossistema de pesquisa e inovação às empresas, empreendedores e investidores locais, nacionais e globais.


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