Sul ganha escritório de advocacia para startups

Slap Law atende primeira recuperação judicial de fintech no RS

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Slap Law atende primeira recuperação judicial de fintech no Rio Grande do Sul

Tem chamado a atenção dos aficionados em tecnologia em Porto Alegre um ambiente novo, com vista para o pôr do sol do Guaíba, grafite de rinoceronte na parede e ares de startup na decoração. Trata-se do Slaphub, que funciona como um hub de inovação jurídica na capital gaúcha para workshops, palestras e até aceleração de novos projetos. O mesmo local sedia o Slap Law – um escritório de advocacia voltado para atender empresas de tecnologia e startups de maneira única. A ideia dos sócios (na foto, da esquerda para a direita: Henrique Pandolfi, Marcelo Duarte, Gustavo Sudbrack e Mariana Lini) é ressignificar a advocacia, aproximando-se dos empreendedores e suas empresas enquanto parceiros estratégicos e conselheiros jurídicos. A banca é responsável pela primeira recuperação judicial de fintech no Rio Grande do Sul. O caso da Bela Pagamentos, de Gramado, está sob a tutela do novo escritório. 

O SlapLaw é um escritório de advocacia "full service" focado em startups e empresas de tecnologia. As demandas jurídicas são vistas, normalmente, como um custo inevitável e o que se pretende é gerar valor para o cliente, conhecendo-o, assim como seu negócio e mercado de atuação, e o ecossistema em que se encontra. Segundo Gustavo Sudbrack, o Slap não atua só reativamente, pois entrega insights valiosos para os clientes.  “Grande parte dos serviços que as pessoas contratam hoje em dia são de empresas de tecnologia, a maioria startup" até então. E o próprio Judiciário, com seu estoque de mais de 100 milhões de processos, está se digitalizando, por isso se entende que é possível inovar, mesmo em uma área tão tradicional como o direito”, evidencia Sudbrack, que idealizou o projeto enquanto morava em Shanghai, na China.  

Na visão dos sócios, o setor jurídico está alcançando um importante avanço, sobretudo por ser tão tradicional e conservador se comparado a outras profissões, e que historicamente sempre apresentou uma certa resistência aos avanços da tecnologia No entanto, o quarteto atenta que, como em qualquer contexto de mudança significativa, que possam ocorrer alguns contratempos nesta fase de transição – como dificuldades de acesso e manuseio do processo eletrônico – ainda mais no meio jurídico onde os profissionais são tão afeiçoados a lidar com o papel. “Se todos tiverem consciência de que os ganhos, como informatização da justiça, reduzindo a burocracia dos atos processuais e acesso imediato aos processos, além do expressivo impacto ambiental com a redução de papel e tintas para impressão, são muito maiores do que as perdas, certamente essa transição será muito menos caótica do que alguns estão prevendo”, avalia Mariana Lini. 


comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: