Westrock quer fazer da unidade de SC a mais produtiva do mundo em papel kraft

Planta de Três Barras está recebendo aporte de US$ 450 milhões, o que deve aumentar em 50% o número de empregos

Da Redação

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Presidente da Westrock no Brasil, Jairo Lorenzato, em palestra na Fiesc

Os investimentos superiores a US$ 1 bilhão previstos pela multinacional norte-americana Westrock em suas quatro unidades fabris no Brasil devem fazer com que a principal delas, localizada em Três Barras, no Planalto Norte de Santa Catarina, seja a mais produtiva em papel kraft do mundo. A informação foi dada pelo presidente da Westrock no Brasil, Jairo Lorenzato (foto), durante reunião diretoria da Fiesc, na semana passada. No mundo, o grupo tem 50 mil funcionários e fatura US$ 19 bilhões. "No Brasil, somos o segundo maior produtor de papel e de papel ondulado para caixas de embalagens; somos uma das líderes mundiais na produção e em embalagens com essa matéria-prima, trabalhando com fibra natural”, contou Lorenzato. Ele destacou ainda que o consumo de papel não é antiecológico. "Consumir papel é bom para a natureza, pois cada árvore é uma usina de transformação de carbono em oxigênio", afirmou, ao ressaltar que a Westrock remove 8,4 vezes mais carbono do que gera em suas atividades.

Com capacidade produtiva de 1.350 toneladas por dia (500 mil toneladas por ano), a unidade de Três Barras está recebendo investimentos de US$ 450 milhões, o que deve aumentar em cerca de 50% o número de empregos gerados – hoje são 530 –, além de elevar de 55% para 85% a autossuficiência em energia. Ela é a fornecedora de papel para as três fábricas de embalagens do grupo no Brasil – uma delas em Blumenau, onde são gerados 270 empregos, outra em Pacajós (CE) e a terceira, ainda não inaugurada, em Porto Feliz (SP). A Divisão Florestal gera outros 270 empregos nas áreas de reflorestamento localizadas no Norte de Santa Catarina e Sul do Paraná.

A cadeia catarinense de base florestal possui 6,2 mil estabelecimentos, gera 71,3 mil empregos e exporta US$ 1,5 bilhão por ano (16% do volume catarinense) e representa 11% do PIB industrial do estado. A cadeia produtiva é composta pelo próprio segmento florestal, além das áreas de madeira, papel e celulose e móveis. O setor florestal catarinense gera anualmente 29 milhões de metros cúbicos, uma produção correspondente a R$ 1,7 bilhão. Com 37,6 mil empregos, o segmento da madeira gera um valor bruto de produção industrial (VBPI) de R$ 4,7 bilhões. O valor da produção industrial da área de celulose e papel é de R$  6,9 bilhões, com 20, 7 mil empregos. O segmento de móveis alcança um valor de produção industrial de R$ 2,6 milhões, com 27,6 mil empregos.


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