BTG transforma BM&FBovespa em “Beta”

Segundo o banco, ação deve perder espaço como melhor papel do setor

Por Infomoney

BTG transforma BM&FBovespa em “Beta”

Na noite da última segunda-feira (20), o BTG Pactual divulgou um relatório onde cortava a recomendação para a BM&FBovespa (foto), passando de "compra" para "neutra". Porém, não foi apenas o rebaixamento que afundou os papéis da companhia. O banco também alterou completamente sua visão para a operadora da Bolsa. Segundo os analistas Eduardo Rosman e Gustavo Lobo, a BM&FBovespa não é mais um "Alfa" – e sim um player "Beta".

Ou seja, a BM&FBovespa deve deixar de ser um ativo que entrega retornos maiores que o Ibovespa para se tornar um player que deve apenas acompanhar o benchmark da Bolsa, perdendo espaço como melhor papel do setor. "Preferimos ficar neutros com o ativo após uma alta acumulada de 20% no ano. A BM&FBovespa se tornou um papel fraco para nós", disseram os analistas em relatório. A dupla lembra que já havia enfatizado sua falta da convicção com as ações no mês passado, e que agora a Cetip (CTIP3) se tornou seu novo "top pick" no setor. Sem ver ainda os papéis BVMF3 como caros, a confiança neste momento é menor dada a falta de melhora no ambiente político e econômico no Brasil.

Com volumes decepcionantes, os analistas esperam um grande potencial de baixa para as ações no terceiro trimestre, mesmo assim preferem não alterar o preço-alvo neste momento. A estimativa do BTG é de um volume médio negociado diariamente de R$ 7 bilhões, mas já deixando o alerta que sua própria previsão pode ser revista dado o atual volume em julho, que está na média de R$ 5,2 milhões por dia.

"No mercado futuro, onde os volumes têm sido saudáveis no acumulado do ano, os números também caíram, cerca de 20%, em termos mensais. Assim, se os volumes não melhorarem [...], podemos fazer revisões dos lucros", destacaram. Mesmo com o rebaixamento, a dupla do BTG diz ainda gostar do negócio da BM&FBovespa, indicando os papéis como um dos mais beneficiados no atual universo de cobertura deles se (ou quando) o sentimento sobre o Brasil começar a melhorar. "O impacto para a BM&FBovespa poderia se dar de duas formas: volumes e ganhos mais fortes e também múltiplos mais elevados", justificam.



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