Golar Power prevê terminal de gás de SC para 2021

Investimento no projeto será de R$ 380 milhões

Da Redação

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Diretor de negócios da empresa norueguesa Golar Power Latam, Edson Real, em palestra na Fiesc

O diretor de negócios da empresa norueguesa Golar Power Latam, Edson Real (foto), informou que o Terminal Gás Sul (TGS) de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL) deve entrar em operação no terceiro trimestre de 2021. “Provavelmente vai ser antes. O que a gente está dizendo para a ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] é que em 2022 já vai estar em operação comercial”, adiantou Reale, durante reunião de diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), na sexta-feira (26), em Florianópolis.

O terminal, que será instalado na Baía da Babitonga, é um navio que vai ser atracado a 300 metros da costa e a conexão com a terra será feita por um gasoduto submarino. Para a implementação serão investidos R$ 380 milhões. “O projeto está alinhado com o objetivo do novo mercado de gás, traz competição e, naturalmente, preços mais baixos”, declarou Real. “É um insumo fundamental para a indústria catarinense. Com o anúncio recente do novo mercado de gás pelo governo há promessa de redução do preço. Com a vinda do terminal, certamente, haverá maior concorrência, ampliação da oferta do insumo e preços mais competitivos”, afirmou Mario Cezar de Aguiar, presidente da Fiesc.

O presidente da Câmara de Energia da Fiesc, Otmar Müller, disse que o terminal é uma notícia positiva e o projeto está avançado. Mas alertou que no início de 2020 está previsto o término dos contratos da Petrobras com a SCGás e com a Bolívia, que fornece o insumo que vem para Santa Catarina por meio do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). “A grande questão que existe é que, se ficarmos atrelados somente à Petrobras, teremos aumento expressivo no custo de gás aqui”, pontuou. A possível renovação do contrato obrigaria a distribuidora catarinense a ingressar na nova política da Petrobras, situação que culminaria em expressiva alta da tarifa, que pode chegar a 20%. Hoje, a política que puxa o preço para cima não se aplica à SCGás, pois o contrato vigente é antigo.

A indústria é o maior consumidor de gás em Santa Catarina. Em setores como o químico, vidro e revestimento cerâmico, o insumo representa entre 20% e 30% do custo de produção. Müller destaca que há um movimento positivo no cenário nacional de gás, com o novo mercado anunciado pelo governo recentemente, e a meta clara de reduzir custos, mas isso não vai ocorrer tão rapidamente. “Em Santa Catarina temos desafios. Além da questão do contrato, o gasoduto que nos abastece está próximo do seu limite e precisa ampliar a capacidade de trazer gás para a região Sul”, lembrou. Em sua apresentação, o assessor da presidência da SCGás, Filipe El Messane, informou que está em andamento uma chamada pública para aquisição de gás natural, que foi dividida em três etapas, com a segunda fase, que é de análise de propostas, prevista para ser concluída em 31 de julho. “A grande dúvida é onde estará o preço após esse processo. A tendência é de que a SCGás tenha aumento da tarifa”, adiantou o executivo. 


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