Um investimento baseado no concreto

Empreendimento no Paraná quer atender empresas de grande porte

Da Redação

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Barigui Business Center, em Curitiba

A Invescom, empresa de investimentos imobiliários do Paraná, lançou no final do ano passado um empreendimento de olho no mercado corporativo. Localizado nas imediações do Parque Barigui, em Curitiba, o Barigui Business Center (foto) foi entregue pela construtora Teich em novembro, representando um investimento de R$ 30 milhões. Com 16 pavimentos e mais de 15 mil metros quadrados de área construída, o projeto coloca em prática o conceito de lajes corporativas – andares inteiros em edifícios comerciais que podem ser idealizados para venda ou locação – que ainda engatinha na região Sul.

“Fechamos o ano com pouco mais de 30% de ocupação e a expectativa é locarmos 100% das lajes disponibilizadas nos próximos 12 meses”, estima o presidente da empresa, Luis Napoleão Filho. A locação do empreendimento, de responsabilidade da IVC Realty, braço comercial da Invescon, está sendo feita na ordem de R$ 50 o metro quadrado privativo. “Locamos um andar para a Flowork, empresa de coworking fundada em Porto Alegre que tem um plano de expansão ambicioso, com grandes chances de ocupar outros andares do edifício”, aposta. Napoleão afirma que existem poucos prédios na capital paranaense preparados para receber empresas de grande porte. “Não digo que as salas comerciais acabarão, mas a tendência por lajes maiores com piso elevado apresentam maiores chances de serem alugadas mais velozmente”, entende o empresário. 

A Invescom atua exclusivamente em Curitiba e região metropolitana, acompanhando o projeto desde o briefing com projetistas e arquitetos à prospecção de investidores. A empresa participa como investidora através de sua holding patrimonial e recebe uma taxa como idealizadora e gestora de todos os parceiros envolvidos. Ao final da obra, cada investidor recebe as unidades correspondentes às cotas de investimento. Ao aderir ao pool de locação, o investidor obtém a receita proporcional à participação detida na forma de distribuição de lucros. Na comparação com fundos imobiliários, as lajes corporativas têm a vantagem de que há uma margem de gordura significativa por conta do ganho patrimonial se a locação não ocorrer no ritmo ideal. A opção é uma estratégia de longo prazo. O aluguel bruto é o lucro recorrente e está na média de 8% ao ano, superando a renda fixa, quando somado com a valorização dos ativos – o conhecido ganho patrimonial. Os fundos imobiliários têm diversificado as carteiras de investimentos com empreendimentos que seguem esse conceito visando a ganhos de rentabilidade.


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