Quebra da safra afeta o PIB do Paraná no primeiro trimestre

Queda na agropecuária foi provocada por menor colheita de soja

Da Redação

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Queda na agropecuária foi provocada por menor colheita de soja, revela Ipardes

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná caiu 1,6% no 1º trimestre de 2019 na comparação com o mesmo período de 2018. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), entre os três grandes setores que compõem a economia regional, a agropecuária apresentou o pior resultado (-7,2%), provocado pela redução de 15,8% na safra de verão da soja, mas houve queda em todos os índices. No comparativo com o último trimestre de 2018, a diminuição foi de 1,2%. O pesquisador Julio Suzuki Júnior, diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes, explica que o resultado leva em conta fatores como problemas climáticos e retomada lenta dos investimentos em nível federal. “A estiagem deste ano levou a dois fatores preponderantes para este resultado: queda na produção agrícola da soja, principal item do PIB agropecuário, e baixa produção de energia, com níveis fracos nos reservatórios”, afirmou.

O setor industrial, que engloba os segmentos de transformação, construção civil e serviços industriais de utilidade pública (energia elétrica, água, esgoto e gás), registrou queda de 0,2%. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), os geradores de energia do Paraná produziram, no primeiro trimestre, 22,7% menos do que no mesmo intervalo do ano passado. Especificamente em relação a Itaipu, houve decréscimo de 26,7% na produção, como resultado dos baixos níveis do reservatório da usina no período. Também houve retração no setor de serviços (-0,5%). Esse resultado levou em conta baixas nas atividades de informação, comunicação e no segmento financeiro.

Apesar das quedas, o economista do Ipardes entende que há tendências positivas para os próximos meses em função da retomada do emprego no Paraná e do dinamismo da indústria de transformação. "O setor de serviços será beneficiado em breve pela recuperação do emprego e renda da população. A retomada do mercado de trabalho do Estado ainda não se traduziu em aumento do consumo porque os efeitos não são imediatos, mas a tendência é positiva para os próximos meses“, pontuou. Suzuki destacou ainda que a indústria segue demonstrando capacidade de investimento e que houve recuperação nos reservatórios de Itaipu e do Sistema Copel com reservas para o inverno, o que deve elevar os resultados do setor industrial no próximo ciclo.


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