Um pote de ouro para os cibercriminosos

Estudo revela que empresas não classificam seus dados corretamente

Da Redação

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Estudo revela que empresas não classificam dados corretamente

Empresas do mundo inteiro continuam guardando dados obscuros em suas organizações, criando um pote de ouro para os cibercriminosos, segundo pesquisa da Veritas Technologies, líder mundial em proteção de dados corporativos de armazenamento definido por software. O estudo Value of Data, que ouviu 1.500 profissionais em 15 países, revela que, em média, 52% de todos os dados dentro das organizações permanecem não classificados. Esse comportamento indica pouca ou nenhuma visibilidade sobre grandes volumes de arquivos potencialmente críticos aos negócios, tornando os gestores alvos em potencial para hackers. O estudo evidenciou que no Brasil 47% das informações não são tagueadas.

A classificação de dados permite que as organizações digitalizem e identifiquem rapidamente as informações para garantir que dados confidenciais sejam adequadamente gerenciados e protegidos, independentemente de onde estejam. Essa iniciativa ajuda as companhias a cumprirem regulamentações de proteção cada vez maiores e restritivas. Normas recentes têm exigido que políticas de retenção discretas sejam implementadas e aplicadas em toda a propriedade de dados de qualquer companhia. A nuvem pública e os dispositivos móveis representam os elos mais fracos na segurança de dados. Apenas 5% das empresas afirmam ter classificado todos os seus dados na nuvem pública, enquanto somente 6% fizeram isso nos que estão em dispositivos móveis. E três em cada cinco dos entrevistados (61%) admitem ter catalogado menos da metade de seus dados públicos na nuvem, enquanto quase dois terços (67%) classificaram menos da metade das informações armazenadas em celulares ou tablets, por exemplo.

"À medida que a forma de se trabalhar se torna mais móvel e os dados mais dispersos, as empresas têm uma grande tarefa em garantir visibilidade e controle sobre suas informações. Se os dados não forem efetivamente classificados e tagueados, é mais provável que eles se tornem obscuros e representem um sério risco de segurança para seus clientes", nota Gustavo Leite, country manager da Veritas Brasil. O mesmo quadro já tinha sido evidenciado em outro estudo da consultoria, o Truth in Cloud, que revelou que a maioria (69%) das organizações globais acredita, erroneamente, que a proteção e a privacidade de dados são de responsabilidade de seus provedores de serviços em nuvem, embora os contratos destes provedores colocarem, na maioria das vezes, a responsabilidade de gerenciamento nas próprias empresas. "As organizações devem assumir a responsabilidade por seus dados ou elas podem ter de enfrentar significativas repercussões em sua reputação e market share", completa Leite.


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