O que pensam os investidores da Petrobras

Segundo pesquisa do Credit Suisse, mudanças na diretoria foram negativas

Por Infomoney

O que pensam os investidores da Petrobras

O banco Credit Suisse fez uma extensa pesquisa com 160 investidores de Petrobras (foto) para saber quem são eles e o que pensam sobre a companhia. Do total dos participantes, 68% são investidores brasileiros, seguidos por europeus (10%) e americanos (10%). Dos entrevistados, 61% afirmaram que estão posicionados como “underweight” (abaixo da média) ou "vendidos" no papel. Para mais da metade dos ouvidos no levantamento (54%), as recentes mudanças na diretoria foram negativas enquanto 17% acharam o contrário. Outros 30% se mantiveram neutros. Eles também foram questionados sobre o impacto de uma mudança no conselho da empresa nos próximos seis meses. Nesse caso, não houve uma maioria esmagadora: 27% apontaram que o fato não trará impactos significativos e o evento é negativo. Já 24% se dividiram entre a opinião de uma mudança não traz impactos relevantes, vendo o evento como neutro, enquanto outros 24% apontaram que a alteração pode trazer um impacto relevante e positivo. Os investidores também aguardam mais cortes de rating a exemplo do que fez a Moody's. A maioria (53%) acredita que a Petrobras ganhará mais um “downgrade" até mesmo antes de junho.


O banco suíço também quis saber qual o valor que eles acreditam que a ação da estatal chegará nos próximos seis meses a um ano. Para 40%, a ON da estatal ficará entre R$ 6 e R$ 9, seguidos por 23% que acreditam que o papel chegará na faixa de R$ 3 a R$ 6; o outro grupo mais representativo (21%) acredita que a ação estacionará na faixa de R$ 9 a R$ 12. O piso do papel também dividiu opiniões. No entender de 43% dos acionistas, a faixa de R$ 3 a R$ 6 é o menor nível que a ação pode chegar. Outros 31% apontaram a faixa de R$ 6 a R$ 9 e 22% estimaram entre R$ 0 e R$ 3. Para quase metade (44%) dos entrevistados, a ação da Petrobras pode atingir no máximo de R$ 9 a R$ 12. Já 29% estimam que o teto será entre R$ 12 e R$ 15. Os mais otimistas (14%) apontaram que poderia superar os R$ 15. Somente 12% avalia que o teto da ação é entre R$ 6 e R$ 9 para os próximos seis a doze meses.
O recente anúncio dos desinvestimentos de US$ 13,7 bilhões para 2015 e 2016 gera dúvidas. Ainda que 92% afirmassem que o fato foi positivo, 44% acharam a solução não suficiente o bastante para salvar o balanço da empresa. Já 44% acreditam que o objetivo não é exequível, além de não ser suficiente para salvar a estatal. A baixa contábil será na faixa entre R$ 25 bilhões e R$ 45 bilhões para 34% dos entrevistados. Já 23% deles apostam em algo entre R$ 4 bilhões e R$ 24 bilhões. Na visão de outros 22%, o valor deve ficar entre R$ 46 bilhões e R$ 66 bilhões. Para 40% deles, o balanço auditado será publicado em maio, enquanto abril é a aposta de 30% dos pesquisados.


Mais da metade dos acionistas (51%) acredita que a companhia fará uma emissão de ações no próximo ano. O banco suíço também estimou quando o caixa da estatal terá fluxo positivo. Na visão de 60% dos entrevistados, isso será possível apenas entre 2018 e 2020. O crescimento da produção mais provável é entre 2% e 4% (para 37% da base). Aumentar a produção entre 4% e 6% é algo viável para 29% dos entrevistados. Por fim, a pesquisa desenhou três cenários mais prováveis para pagamento de dividendos neste ano. A maioria (33%) confia que a Petrobras não deve pagar dividendos para as ações ordinárias e declarar dividendos para as preferenciais, mas efetivar isso somente em 2016 ou depois. Já 28% apontam que a estatal não pagará dividendos para as ONs e para as PNs somente em 2015. Outros 26% disseram que a Petrobras não pagará dividendos tanto para as ONs como para as PNs.


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