Tudo liberado... só que não

Sistema bloqueia quando alguém sem credencial tenta passar

Por Karine Menoncin

karine.menoncin@amanha.com.br

A receptividade das portas abertas com a segurança do bloqueio de possíveis “penetras”. Essa é a premissa do dViator, uma solução inteligente para o controle de acesso de visitantes e funcionários. Desenvolvido pela empresa gaúcha Digicon, o sistema mantém o trânsito livre e só bloqueia quando alguém sem credenciais tenta passar, direcionando o usuário discretamente para uma área de triagem ao lado. Isso é possível graças a um sensor instalado a três metros sob o bloqueio, uma espécie de sonar que identifica a presença. “É muito confiável para garantir a passagem de um usuário apenas, sem ´caronas´”, garante João Luis Diniz, diretor de operações. O dViator está em fase de testes nos Estados Unidos e Emirados Árabes, e deve entrar no mercado já neste ano. 

O sistema surgiu como uma como uma versão mais avançada do dFlow, lançado pela Digicon em 2016. O equipamento inovou ao utilizar o conceito de portas abertas. Além de ser adequado para oferecer acessibilidade às pessoas com necessidades especiais, tem a capacidade de rastrear mais de 50 usuários por minuto. Nas entradas de hospitais, aeroportos, universidades, prédios corporativos de grandes empresas, a solução já foi utilizada durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, no Aeroporto Rio-Galeão. “O controle de acesso ao embarque nacional e internacional foi feito por 23 passagens dFlow, capacitadas para operar com um alto fluxo de passageiros”, relata Diniz. Entre as instalações, estão três aeroportos bolivianos – Cochabamba, La Paz, Santa Cruz de La Sierra –, no Hospital Albert Einstein e em fábricas como a Scania, GE e Ferrero.

O dFlow levou dois anos para ser desenvolvido, tendo um aporte de R$ 2 milhões. Ele alia sensores de profundidade 3D e alta velocidade de processamento para bloquear a passagem somente de pessoas não autorizadas. Também aceita a integração com as principais tecnologias de identificação tradicionais, incluindo código de barras e biometrias como, por exemplo, as de reconhecimento facial. Com a tecnologia de seguir o usuário, o sistema gera informações de posição e tempo e, assim, é possível movimentar as portas de forma proporcional à posição, velocidade e aceleração do usuário não autorizado.



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