Marco da Camino Soligo presidirá a CEEE

Ele trabalhou por 15 anos em empresas do setor de energia

Da Redação

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Marco da Camino Soligo presidirá a CEEE

O economista Marco da Camino Ancona Lopez Soligo (na foto, à direita) é o novo diretor-presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). O nome foi anunciado na tarde desta segunda-feira (8) pelo governador Eduardo Leite. Soligo trabalhou durante 15 anos em diretorias corporativas, financeira e de governança de empresas do setor de energia, entre as quais a CPFL Energia e a RGE. Tem 10 anos de experiência em crédito, pesquisa de patrimônio e modelagem financeira em bancos de investimento nacionais e internacionais.

Soligo destacou que seu desafio será aprimorar os processos financeiros e operacionais da CEEE, cujo braço de distribuição, a CEEE-D, registrou um prejuízo de quase R$ 1 bilhão no ano passado. “A empresa amarga grandes prejuízos nos últimos anos e isso penaliza diretamente a sociedade. Meu objetivo é identificar onde podemos aprimorar a gestão para reduzir custos e aumentar a eficiência, o serviço prestado à população”, afirmou. Ciente do projeto de privatização que o governo tem para a companhia, Soligo disse, ainda, que vai aproveitar sua experiência para “conduzir da melhor forma” esse processo quando chegar a hora, sempre “focando nas pessoas, em auxiliar os servidores”.

Paulistano, 51 anos, Soligo é formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), tem MBA em Administração e Gestão, com concentração em Marketing, pela Universidade Católica da Lovaina, na Bélgica, e especialização em Direito Societário pela FGV-SP. A carreira profissional começou em bancos de investimento nacionais e internacionais, como Banco Safra, Unibanco, Bear Stearns, Banco de Boston e BB Europe, somando nove anos de experiência desde analista até supervisor.

Posteriormente, ingressou no setor enérgico, em que se destacam as passagens pela CPFL Energia, uma das maiores do país, onde ficou seis anos e meio, e depois pela Rio Grande Energia (RGE), por mais dois anos. Nos últimos 10 anos, atuou em grupos empresariais, como o Grupo Gomes Lourenço, focado na construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), e consultorias para empresas privadas e públicas nas áreas de gestão, também com foco no setor elétrico.


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