Construção de corvetas vai reativar indústria naval em SC

Embarcações serão produzidas no Estaleiro Oceana, em Itajaí

Da Redação

redacao@amanha.com.br

Embarcações com tecnologia alemã serão produzidas no Estaleiro Oceana, em Itajaí, pelo Consórcio Águas Azuis

O Consórcio Águas Azuis, formado pela Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, subsidiária do Grupo Embraer, foi selecionado pela Marinha do Brasil para a construção de quatro navios de defesa no Programa CCT – Corvetas Classe Tamandaré como concorrente preferencial. Pela proposta selecionada pela Marinha, os navios serão entregues entre 2024 e 2028. As embarcações terão tecnologia da empresa alemã TKMS. 

O Estaleiro Oceana (foto) atuará como construtor contratado pelo consórcio, bem como receptor de transferência de tecnologia (ToT) relacionada ao projeto. Localizado em Itajaí (SC), o estaleiro faz parte do Grupo CBO, empresa com mais de 30 anos de experiência em construção naval e operação marítima offshore. Com aproximadamente 310 mil metros quadrados, a empresa possui instalações adequadas para a construção das corvetas classe Tamandaré e aplica os mais inovadores processos de engenharia e construção, com alto nível de automação e tecnologia de ponta. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), a construção de embarcações de defesa no estado é uma oportunidade de reestabelecer a indústria naval catarinense. “Além da quantidade de empregos gerados, o projeto é de grande importância para o estado, por trazer tecnologia de ponta e reativar a indústria naval catarinense”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em nota.

Com liderança da Thyssenkrupp Marine Systems e sua competência em sistemas navais, as empresas do Consórcio Águas Azuis vão agora formar uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) para a fase de execução do programa. Baseado em um relacionamento de longo prazo e forte presença no Brasil, as empresas e suas subsidiárias construíram uma sólida parceria nacional com capacidade comprovada de absorver tecnologia e garantir seu desenvolvimento não apenas para o Programa CCT, mas também para projetos estratégicos futuros de defesa no País. 

"Estamos muito honrados pela Marinha do Brasil nos confiar a missão de construir as Corvetas Classe Tamandaré. Fazer parte do Programa CCT reforça nossa posição de liderança e as tecnologias comprovadas que oferecemos ao setor de defesa naval em todo o mundo por quase dois séculos", destaca Rolf Wirtz, CEO da Thyssenkrupp Marine Systems. "Neste consórcio oferecemos um modelo sólido de parceria nacional com capacidade comprovada de reter a transferência de tecnologia, garantindo o desenvolvimento de futuros projetos estratégicos de defesa no Brasil. Sempre estivemos confiantes e o resultado de hoje comprova que nossa oferta, realmente, vai ao encontro das necessidades operativas da Marinha do Brasil", acrescenta Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. 

Com o Programa CCT, a Marinha do Brasil ampliará e modernizará sua Esquadra. Com as quatro corvetas, a Marinha passará a contar com novos Navios-Escolta para se contrapor a eventuais ameaças, garantir a proteção do tráfego marítimo, bem como controlar as águas jurisdicionais brasileiras e zona econômica exclusiva, que juntas formam a chamada Amazônia Azul, totalizando mais de 4,5 milhões de quilômetros quadrados.  


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