EUA e China alavancam receita da Randon em 2018

Companhia obteve receita líquida de R$ 4,2 bilhões no ano passado

Por Karine Menoncin

karine.menoncin@amanha.com.br

Randon tem lucro líquido de R$ 88,5 milhões em 2018

Após prejuízo acumulado em 2015 e 2016, a Randon (foto) retomou o caminho da lucratividade no ano seguinte. Vencido o prolongado período de crise econômica, quedas consecutivas nos volumes de produção e desemprego em alta, a companhia registrou lucro líquido de R$ 151,7 milhões. Em 2017, o lucro líquido foi de R$ 46,7 milhões. A divulgação do balanço ocorreu na tarde desta quarta-feira (20). Na terça-feira (19), a Randon oficializou a sucessão na presidência. David Randon abre espaço para o irmão Daniel Raul Randon, atual vice-presidente, assumir o posto (veja mais detalhes aqui).

Somente entre outubro e dezembro, o lucro líquido foi de R$ 35,4 milhões, valor 891% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior (R$ 3,5 milhões). Já a receita líquida consolidada da companhia aumentou 45,1% de um ano para o outro, passando de R$ 2,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões no ano passado. 

O mercado norte-americano aquecido e o ganho de market share na China foram as principais alavancas deste resultado, ainda que a economia argentina tenha afetado o desempenho das operações locais. Em relação ao mercado interno, os executivos classificaram o período como “propício para aquisições”. A recente compra integral das ações da Jofund, de Joinville (SC), adicionou 2 mil referências ao portfólio de produtos, como discos e tambores de freio e cubos de roda. 

“Tivemos um ano [2018] em que podemos superar, e muito, as nossas expectativas. O mercado está voltando, aquém do que já tivemos antes da crise, mas em um patamar aceitável”, define Sérgio Lisbão Moreira de Carvalho, CEO da Fras-le, uma das integrantes das Empresas Randon. No ano em que completa sete décadas de existência, a companhia celebra sua modernização. Com 8% da receita investidos em inovação, a Randon está de olho no mindset digital, apostando em inteligência artificial, chatbot e apps. Com apoio de uma startup, o processo de recrutamento de colaboradores foi otimizado, reduzindo os custos em 30% e o tempo pela metade. 

“A inovação não deve acontecer somente na empresa, mas em todo o ecossistema”, acredita Daniel Raul Randon, vice-presidente da companhia. Uma das iniciativas foi o lançamento do projeto Hélice, junto às empresas Florense, Marcopolo e Soprano, e com apoio de entidades, poder público e universidades. O objetivo é desenvolver novos produtos e tecnologias para processos e modelos de gestão. Conforme o vice-presidente, foram escaladas 15 startups para pensar soluções de logística, marketing, vendas, recursos humanos, entre outras demandas da região.  


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