Samsung passa por momentos difíceis

Fabricantes de baixo custo, como a Xiaomi, estão roubando a cena

Por Infomoney

Samsung passa por momentos difíceis

A Samsung pode estar passando por momentos difíceis. O lucro trimestral anual da empresa caiu pela sétima vez seguida. As receita da empresa teve queda de 8,4% no mesmo período. Segundo o The Wall Street Journal, a gigante sul-coreana espera ter US$ 6,1 bilhões em lucros operacionais pelos próximos três meses, valor 4% menor do que o visto no mesmo período do ano passado. E o problema é exatamente o negócio de smartphones, que tem sido o carro-chefe nos últimos anos.

O lançamento do iPhone 6 acabou abalando as vendas e o surgimento de fabricantes de baixo custo que utilizam o Android, como a Xiaomi, roubam a cena. Além disso, a empresa cometeu um erro estratégico básico: os aparelhos não tinham grandes diferenciais em relação aos iPhones. Até 2014, a Samsung tinha um diferencial em relação à Apple: as telas grandes e o design. Agora, o iPhone tem tela grande e o design do Galaxy se aproximou daquele ofertado pelo maior rival. A consequência é que demanda pelo Galaxy S6 está muito abaixo do esperado, enquanto a do Galaxy S6 Edge está maior. Isso tem deixado muitas unidades do S6 sobrando e o S6 Edge em falta para satisfazer a demanda.

Não é novidade que o mercado de smartphones está cada vez maior, chegando a 336 milhões de celulares vendidos até março. Entretanto, segundo dados da empresa de pesquisa Gartner, a comercialização de aparelhos da Samsung vem encolhendo. Embora a companhia seja líder de mercado com 24,2% do market-share global, essa é uma queda expressiva frente aos 30,4% que a Samsung tinha um ano antes.

Entre os aparelhos mais caros, a "culpa" é claramente da concorrente Apple. Mas a Samsung também não vai bem no mercado de celulares mais baratos. Uma prova disso é o crescimento de rivais como Motorola, Lenovo, Huawei e, principalmente, a Xiaomi. No principal mercado do mundo, a China, as vendas da Samsung caíram pela metade em um ano, enquanto a Xiaomi cresceu 42,3%. A coreana, que era líder de mercado um ano antes, agora ocupa o quarto lugar atrás de Apple, Xiaomi e da Huawei.



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