BRF soma prejuízo de R$ 4,4 bilhões em 2018

Parente admite que resultados deixaram muito a desejar

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Pedro Parente, presidente da BRF, admite que resultados deixaram muito a desejar em 2018

A BRF anunciou que ficou no vermelho mais uma vez. Em 2018, a companhia catarinense obteve prejuízo de R$ 4,4 bilhões – praticamente metade desse valor apenas no quarto trimestre (R$ 2,1 bilhões).  A perda foi quatro vezes maior do que o resultado negativo de 2017 (R$ 1,09 bilhão). As vendas, no entanto, avançaram. Até dezembro, a companhia somou R$ 34,5 bilhões, valor 3,2% maior do que aquele obtido em 2017. Entre outubro e dezembro, o faturamento foi de R$ 9,5 bilhões, 7,2% maior do que no mesmo intervalo do exercício anterior. 

“O ano de 2018 foi o mais desafiador da história de 10 anos da BRF e testou a nossa capacidade de reação e de respostas”, relata Pedro Parente (foto), CEO da empresa, no relatório anual. “Reconhecemos que os resultados de 2018 deixam muito a desejar. Eles evidentemente não refletem a nossa visão sobre o potencial máximo de geração de valor para a sociedade e seus acionistas”, admitiu Parente. 

“Os desdobramentos da Operação Trapaça levaram à exclusão de 12 plantas da BRF da lista de estabelecimentos aprovados para exportar para a União Europeia, um importantíssimo mercado para a companhia. Também sofremos com a imposição repentina de tarifas antidumping pela China, fruto do recrudescimento das tensões comerciais que dominaram a pauta internacional durante o ano de 2018, e a continuidade da suspensão de importação de suínos pela Rússia imposta ao final de 2017 e que perdurou por todo o ano”, descreve o comunicado assinado em conjunto com o diretor vice-presidente executivo global Lorival Nogueira Luz Jr. 

Parente recorda a venda de ativos na Argentina, na Europa e na Tailândia, além da planta de Várzea Grande (MT) e alguns imóveis. Ele também detalha o processo de securitização de recebíveis através de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e da redução em cerca de 60% dos estoques de matéria-prima congelada. No total, a BRF atingiu um montante de R$ 4,1 bilhões de um total previsto de R$ 5 bilhões com esse conjunto de medidas. “O processo de desalavancagem continuará ao longo de 2019, quando estimamos atingir o patamar de aproximadamente 3,65x em seu final. O nosso objetivo de longo prazo continua sendo um nível de alavancagem que oscile entre 1,5x e 2,0x, abrindo espaço para lidar com a natureza cíclica do nosso negócio e restabelecer nossa classificação de risco de crédito para grau de investimento”, prevê o CEO. 

A corretora XP anunciou neutralidade para a BRF. “Vemos riscos positivos e permanecemos construtivos em proteínas no Brasil em 2019, devido às tendências sólidas de exportação, melhora da demanda com oferta equilibrada e preços mais fortes. Apesar desse cenário, vemos isso já refletido nas ações. Por fim, os desinvestimentos da BRF têm sido mais lentos do que o esperado”, avalia Betina Roxo, analista de Consumo, Alimentos e Bebidas da XP.


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Roberto Monteiro

Depois de quebrar a RBS, a Petrobras, em breve enterrará mais uma empresa. Esse é dos bons.

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