Faturamento da Frimesa atinge R$ 2,9 bilhões em 2018

Cooperativa prevê receita 18% maior neste ano

Da Redação

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Assembleia Geral Ordinária da Frimesa

Em um ano considerado difícil, a Frimesa faturou R$ 2,925 bilhões, 3,3% a mais do que no ano anterior. Em 2018, os volumes de produção, atingiram a casa dos 3,6%, um salto de 365,6 toneladas para 379 toneladas. Afetado pelo consumo baixo e queda de preços, as sobras chegaram a R$ 28 milhões, um recuo de quase 54%. “O mais importante é que sustentamos toda a cadeia mantendo a produção em dia dos nossos produtores”, destaca Valter Vanzella, presidente da Frimesa. Ele foi reconduzido ao cargo na sexta-feira (22), mesma data da Assembleia Geral Ordinária que aprovou o relatório anual e elegeu o conselho de administração e fiscal. A produção da Frimesa vem das cinco cooperativas filiadas – Copagril, Lar, C.Vale, Copacol e Primato – que somam 2.524 produtores de leite e 1.026 suinocultores.

Alguns fatores influenciaram diretamente os resultados da Frimesa principalmente no setor de carne com o desdobramento das operações “Carne Fraca” e “Trapaça” ao fechamento do mercado russo, além do aumento nos custos. Outro ponto foi a crise dos transportes que produziu dias de agonia com as fábricas paralisadas por quase uma semana prejudicando a produção e as vendas gerando prejuízos à empresa. “O ano de 2018 foi difícil, mas mesmo assim, conseguimos apresentar bons resultados para todos da cadeia produtiva, geramos bastante emprego, conseguimos buscar novas alternativas de mercado, principalmente na inovação de produtos. Tivemos 10% do faturamento dos últimos dois anos gerados pelos novos produtos e melhorias nos processos industriais que gerou economia”, avalia Elias Zydek, diretor executivo da cooperativa. Agora para 2019, o planejamento estratégico prevê  crescimento de 20% nos volumes de produção e 18% no faturamento, chegando R$ 3,47 bilhões, com sobras na ordem de 2,4%.

Para o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, as cooperativas se tornaram modelo de gestão no Paraná e possuem uma grande importância para a economia, pois geram impostos, emprego, renda e faz com que aconteça o desenvolvimento de todos. “Estamos lutando junto com as cooperativas para que os órgãos públicos e demais envolvidos possam melhorar os serviços na área da agricultura em demandas como a o Paraná livre da aftosa, prestígio ao BRDE para termos acesso a financiamentos a longo prazo, investimentos no Porto de Paranaguá, manutenção e ampliação da rede de energia elétrica, infraestrutura das rodovias, ferrovias, plano agrícola e agilidade na liberação dos licenciamentos”, enumera Ricken.


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