PUCPR: uma história de ciência, vida e fé

Princípios maristas formam a base da universidade

Da Redação

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Campus da PUCPR em Curitiba

O case a seguir faz parte do livro “Paraná – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.


A conexão vital entre fé e ciência está consagrada no brasão da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). O símbolo, criado na fundação da instituição, ainda em 1959, inclui um retângulo representando um livro, ao qual se sobrepõe uma cruz, sinal da integração entre fé e ciência que tanto marca a identidade das universidades católicas. Ao receber o título de Pontifícia, em 1985, a PUCPR fez constar em seu emblema o símbolo da Santa Sé. Os três conceitos fundamentais da escola marista estão resumidos no lema SCIENTIA, VITA ET FIDES, cuja tradução é: “ciência, vida e fé”, palavras que norteiam a missão da universidade desde seus inícios.

Os paranaenses devem aos esforços do Arcebispo Metropolitano D. Manuel da Silveira D´Elboux a criação da Universidade Católica. Em 1950, ele fundou a Sociedade Paranaense de Cultura, que tinha como objetivo manter a futura universidade e criar instituições de ensino superior que, ao seu tempo, haveriam de integrar a Universidade Católica. Nessa época, já funcionavam a Escola de Serviço Social (1944) e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Curitiba (1950). Foi exatamente em 14 de março de 1959 que se efetivou a criação da PUCPR, com a assinatura do termo de fundação. No ano seguinte começaram as obras para a edificação do primeiro campus na capital paranaense. Outro momento marcante da história se deu em outubro de 1971, quando Dom Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba, ofereceu aos Maristas a direção da universidade. Os Irmãos aceitaram a tarefa, movidos pelo zelo de cooperar com a igreja local, em benefício da sociedade. 

A implantação da Reforma Universitária, em 1974, determinou a extinção das antigas escolas e faculdades, sendo criados os quatro grandes centros universitários que congregaram os diferentes cursos da instituição e os respectivos departamentos. Dois anos depois foram inaugurados os prédios do Centro de Teologia e Ciências Humanas; do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia; em 1979; e do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, em 1983. O reconhecimento pela Santa Sé do trabalho desenvolvido pela instituição levou a Sacra Congregatio Pro Institutione Catholica de Roma a conceder o título de Pontifícia no dia 8 de novembro de 1985. Seis anos depois, a vizinha cidade de São José dos Pinhais recebeu instalações da universidade. Em continuidade ao processo de expansão, em 2002, a PUCPR fundou o Campus Londrina; em 2003, o Campus Toledo e, em 2004, o Campus Maringá. Depois, os Centros Universitários foram novamente divididos por área do conhecimento entre as atuais oito Escolas, no Campus Curitiba.

Às portas de completar seis décadas de existência, a PUCPR acumula reconhecimento por sua busca incansável pela qualidade do ensino. No ranking Times Higher Education World University Rankings 2016, por exemplo, apenas ela e outras três universidades brasileiras privadas estão classificadas entre as 890 melhores universidades no mundo. Nesse mesmo ranking, o índice de citações em artigos científicos posiciona a PUCPR como a primeira entre as universidades paranaenses, a segunda entre as universidades privadas brasileiras e a sétima entre todas as 25 universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2017, a PUCPR figurou novamente no THE Rankings, desta vez na edição latino-americana, sendo considerada a melhor universidade do Paraná. “Temos como estratégia impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico tanto nos cursos universitários e nos programas de pós-graduação quanto nas nossas estruturas dedicadas a aproximar a universidade do mercado de trabalho”, destaca Waldemiro Gremski, reitor da PUCPR. 

Atualmente, a universidade conta com mais de 23 mil estudantes – 5 mil deles na pós-graduação. Cerca de 1,5 mil professores fazem parte da comunidade acadêmica. A PUCPR oferece mais de 70 cursos de graduação e tem uma infraestrutura de apoio com 280 laboratórios didáticos e de pesquisa nas áreas de ciências humanas, sociais aplicadas, exatas e biológicas. Ao todo, o ambiente universitário congrega cerca de 40 mil pessoas, entre estudantes, professores, pesquisadores e funcionários. Ao longo de sua história, a universidade formou mais de 100 mil estudantes, em diferentes níveis de ensino, que contemplam graduação, especialização, extensão, mestrado e doutorado.

Para fazer diferença
A PUCPR crê que o papel de uma universidade é formar não apenas competentes profissionais, mas cidadãos que farão a diferença no meio em que vivem. Esse papel é ainda mais acentuado tendo em vista os valores Maristas que regem a instituição que tem, como vocação, a formação integral, abarcando não somente competências técnicas, mas também valores como simplicidade, solidariedade e espírito de família.

Apostando em um modelo de educação que prevê a capacitação global dos seus estudantes, a PUCPR busca uma forma de educar compatível com os avanços proporcionados pela evolução da tecnologia e pela revolução do conhecimento. A proposta da instituição é preparar seus estudantes para os desafios de um futuro ainda desconhecido, desenvolvendo elevado senso crítico e capacidade de enxergar além do imediato. No novo projeto pedagógico, o estudante deve ser o protagonista da aprendizagem, o professor deve ser o mediador e a sala de aula deixa de ser um espaço físico e passa a ser um universo de possibilidades.

A universidade investe na promoção de vivências transformadoras, que aliem teoria à prática, para desenvolver as potencialidades dos estudantes de maneira integral. Por isso, recentemente, remodelou seu jeito de educar, deixando de lado eixos estáticos e definidos em prol de uma formação por competências – com foco na mobilização dos saberes, dos sentimentos e da capacidade de realização. Para tal, a universidade investiu na criação de novos cursos e de novos caminhos formativos, contemplando eixos curriculares integrados e a transversalidade entre áreas do conhecimento. Essas mudanças na forma de ensino e aprendizagem foram implantadas na graduação, a partir de 2018. Iniciativas que têm em sua essência a mesma inspiração: tornar os estudantes da PUCPR aptos a serem aprendizes autônomos por toda a vida.

Com isso, a PUCPR procura praticar ensino, pesquisa e extensão como processos indissociáveis. Um exemplo físico desse espírito é a Agência PUC, que presta serviços técnicos especializados, consultoria, pesquisa e desenvolvimento, proteção e transferência de propriedade intelectual e busca de recursos de fomento para projetos em parceria. A agência também gere o Tecnoparque, um hub de inovação que promove uma relação sinérgica entre as empresas hospedadas e os grupos e centros de pesquisa da universidade. Os projetos podem ser acelerados na Hotmilk, aceleradora de startups da Agência PUC.

Não é sem motivo que a PUCPR vê na internacionalização um outro aspecto muito importante na formação dos universitários. Nessa linha, foi desenvolvido o American Academy – um programa para estudantes que buscam um futuro de possibilidades que transcendem fronteiras. Voltado para estudantes com interesse em viver uma experiência global, o American Academy é um programa de graduação inédito no Brasil, resultado da  parceria entre a PUCPR e a Kent State University, dos Estados Unidos. Para ampliar as perspectivas de carreira, estão disponíveis mais de 300 opções de cursos naquela instituição, com a possibilidade de diplomação tanto pela PUCPR quanto pela Kent State.

Com certeza, um marco que deixaria D. Manuel orgulhoso – ainda mais sabendo que a missão tão cara aos Maristas de formar cidadãos humanos, éticos, justos e solidários para transformação da sociedade, por meio de processos educacionais fundamentados em valores universais, são as bases dessa conquista.


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