As promissoras carreiras da área de TI

Em um segmento sem crise, mão de obra especializada é palavra de ordem

Por Bernt Entschev

Na TI, um setor sem crise, mão de obra especializada é palavra de ordem

Enquanto os principais setores da economia agonizam com a falta de aquecimento e consequente baixa nas contratações, para a área da tecnologia da informação não parecer existir tempo ruim. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e novembro de 2018 foram preenchidas 23,8 mil oportunidades com carteira assinada para profissionais da TI em todo o país. E esse mercado deve apontar números ainda melhores nos próximos anos. 

Atualmente, a maior demanda na área de TI está nos campos da inteligência artificial, da análise e interpretação de dados, cientistas e engenheiros de dados, engenheiros de performance e de segurança, desenvolvedores, pessoal dedicado a trabalhar com a experiência do usuário e analistas de sistemas. As vagas pipocam em todos os nichos, com destaque para startups que usam intensivamente a tecnologia, nas empresas de telecomunicações, softwares e na indústria.

Dia desses ouvi uma reportagem que traduz bem essa tendência: um médico especialista em determinada área que atua em Londres, fez um atendimento ‘remoto’ a um paciente que estava em Nova Iorque. Mas não foi um atendimento corriqueiro, ele fez uma cirurgia a distância. Na retaguarda, o médico tinha vários assistentes na área de saúde, mas um dos principais colaboradores da equipe de cirurgia era um engenheiro de sistemas, dando garantia de que o sistema pudesse funcionar ao longo do procedimento. São oportunidades que antes não imaginávamos existir. 

Mais do que aproveitar o “boom” de TI, é preciso se atualizar tecnicamente, investir no aperfeiçoamento das relações humana, comportamento e inteligência emocional. Para as empresas, enquanto a fartura de mão de obra não aparece, terão que trabalhar com a velha e conhecida ‘retenção de talentos’. Investir em formação desses profissionais não será o suficiente. A companhia sairá na frente do mercado se tiver a capacidade de manter o conhecimento por meio de profissionais que gostem de fazer parte do time.


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