Lar: a casa do produtor rural paranaense

Cooperativa tem o propósito de promover o desenvolvimento social

Da Redação

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Lar Cooperativa Agroindustrial

O case a seguir faz parte do livro “Paraná – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.

Um braço forte para os pequenos produtores rurais: é assim que se define a Lar Cooperativa. Atuando desde a década de 1960, a cooperativa nasceu com o propósito definido de auxiliar os pequenos produtores rurais no incremento de suas atividades e crescimento dos negócios. Por trás dessa visão prática, desde seus primórdios, a Lar carrega uma nobre missão: promover o desenvolvimento econômico e social dos associados e de suas comunidades, de forma sustentada, através da agregação de valores à produção agropecuária. Foi com base nessa missão que a cooperativa traçou todo o seu processo de expansão ao longo das últimas cinco décadas. Cumprindo com afinco seu objetivo de promoção do avanço social, gerando emprego e renda para milhares de famílias produtoras, a Lar se consolidou como a terceira maior cooperativa do Paraná. 

Essa empreitada de sucesso tomou corpo em 1964, por meio de uma iniciativa de 55 pequenos agricultores de Missal, na antiga Gleba dos Bispos, no Oeste paranaense. Os fundadores, de origem alemã, tiveram o ímpeto de organizar sua colonização com espírito cooperativista. A ideia surgiu da necessidade de montar uma estrutura local com escolas, igrejas e estradas para dar início às atividades econômicas na pacata comunidade. Entre tocos de paus, rios e estradas de chão, mas com a vontade mobilizadora dos migrantes,  surgiu a Cooperativa Mista Agrícola Sipal Ltda. (Comasil). A organização funcionava como uma sede administrativa e uma espécie de armazém onde eram comercializados produtos como querosene, tecidos, bebidas, remédios, pregos, arames e munição para caça que auxiliavam os agricultores na criação de suínos e na plantação de milho, feijão, arroz, mandioca e soja.

A estruturação da cooperativa começou nos idos da década de 1970, com a mecanização agrícola, construção de armazéns e fomento à produção de grãos – período que contou com significativo aumento no quadro de associados. Nos anos 1980, a cooperativa buscou a diversificação dos negócios como uma estratégia para amenizar os reflexos da crise que atingiu toda a agricultura brasileira e se agravou na década seguinte, meados dos anos 1990, com o fracasso da safra de grãos, descapitalização dos produtores e intenso processo de êxodo rural. Passados os tempos bicudos, a cooperativa alcançou novos patamares de desenvolvimento, com os filhos de produtores retomando as propriedades e confiando à entidade a diversificação e recuperação da agricultura local.

O início dos anos 2000 representou uma mudança no posicionamento da cooperativa, com o início da industrialização, consolidação da avicultura e profissionalização das atividades pecuárias. Nesse processo, a instituição também mudou a identidade, assumindo a denominação atual de Lar Cooperativa Agroindustrial. Esses últimos 16 anos serviram para a Lar buscar aprimoramento constante, competitividade e ganhos na indústria. 

Trabalhando lado a lado com o associado, a cooperativa expande seu crescimento conforme os passos dos cooperados. Foi assim na abertura da unidade em Xanxerê, em Santa Catarina, e na atuação em Mato Grosso do Sul, acompanhando o movimento migratório dos associados. A diversificação das frentes de atuação da Lar com a entrada no setor de suinocultura e na produção de ovos e leites também foi justificada pelo desejo dos associados de ampliar as atividades. “Nesses 55 anos, em todos os passos dados pela cooperativa, buscou-se cumprir sua missão de viabilizar as pequenas propriedades. Assim, fomos aumentando as atividades já existentes e desenvolvendo novos negócios”, analisa Irineo da Costa Rodrigues, diretor-presidente da Lar.

Em busca da evolução e de perenizar os seus negócios, a Lar, recentemente, deu mais um passo na profissionalização de sua gestão com a implantação de três superintendências – Suprimento e Alimentos, Negócios Agrícolas e Financeira. O novo sistema de governança foi exigido pela estrutura complexa e ampla dos negócios da Lar e necessário para encarar os desafios do futuro. Com a mudança, cabem à diretoria executiva as decisões estratégicas, de representatividade institucional e atuação dirigida aos cooperados. A estratégia tem o objetivo ainda de sustentar, de forma consistente, o crescimento célere da cooperativa. 

Hoje, a Lar se estrutura sob seis divisões de negócios: grãos, insumos agrícolas, avicultura, suinocultura, leite e varejo – operação composta por supermercados e postos de combustível. Na atividade agrícola, as principais culturas são soja, milho e trigo. A companhia conta com 9,4 mil colaboradores. Além das 15 unidades espalhadas pelo Paraná, a Lar está presente em Santa Catarina com uma unidade beneficiadora de sementes e em Mato Grosso do Sul, com venda de insumos agrícolas e armazenamento de grãos. Somando suas operações, possui capacidade estática para o recebimento de 1,7 milhão de toneladas de grãos e para o abate de 440 mil aves e 1,5 mil suínos por dia. No mercado internacional, exporta para mais de 60 países. A Lar figura ainda como a 25ª maior empresa da região Sul, de acordo com o ranking 500 Maiores do Sul da Revista AMANHÃ, com previsão de faturamento na ordem de R$ 5,7 bilhões para 2018. 

Na base da confiança
De uma estrutura que funcionava como um pequeno bolicho para uma cooperativa com atuação internacional foram 54 anos de evolução e transformação profunda para a Lar. Em toda a sua história, o que permanece imutável é o vínculo com o associado. “Quando a cooperativa se estruturou para ter resultados nos negócios, contou com uma participação intensa dos associados. Desde lá, manteve-se a tradição de ter os produtores próximos da rotina da cooperativa. Hoje, eles compreendem a Lar como uma extensão das suas casas”, explica Rodrigues. É essa integração com os mais de 10,5 mil associados que a faz manter o espírito do cooperativismo, embora administre suas seis linhas principais de negócios com viés corporativo. “O associado sabe que pode entregar sua produção na cooperativa e ter a certeza de que ela caminha em um rumo sólido, com decisões tomadas priorizando o bem comum, e serão comercializadas de maneira eficaz no mercado competitivo”, destaca Rodrigues. O vínculo com os associados é fortalecido através de ações como os encontros descentralizados que acontecem três vezes ao ano para cada frente de atuação. As atividades permitem que os cooperados se conheçam e troquem experiências sobre a produção. 

A Lar também preza pela relação com todas as milhares de famílias associadas. Para tal, realiza múltiplas atividades sociais durante o ano que englobam toda a família, como campanhas educativas e sociais e programas de acompanhamento da saúde para gestantes, hipertensos, alcoólicos e fumantes. No âmbito da saúde, a Cooperativa também oferece palestras preventivas com médicos sobre doação de sangue, Outubro Rosa e Novembro Azul. 

Para otimizar a produção dos pequenos agricultores, a Lar tem o compromisso de fornecer e prestar serviços técnicos para os cooperados. Nesse sentido, a cooperativa investe e trabalha para que o associado tenha acesso à tecnologia e à informação, ampliando e qualificando, dessa forma, sua produção. Aos cooperados também é disponibilizado acompanhamento técnico diretamente nas propriedades. Através de iniciativas como essas, a Lar visa a manter o padrão e a uniformidade nos alimentos que levam a sua marca. 

Para garantir a qualidade nas suas plantas, a Lar dispõe de uma estrutura completa com uma área que coordena as atividades de certificação de qualidade, os laboratórios de análise de processo nas unidades industriais e produtoras e um laboratório central para análises e validações dos alimentos. Práticas que a permitem atender a nichos de mercado que exigem parâmetros específicos de produtos, tendo seu alto padrão reconhecido pelos clientes.

Buscando, no dia a dia, a evolução contínua de seus produtos, a Lar traça seus planos para os próximos anos. Em curto prazo, planeja aumentar a produção de terceirizados da marca e a conclusão de obras e ampliações de unidades em andamento. No médio prazo, visa a implantar novas unidades de grãos em Mato Grosso do Sul e duplicar a operação de ovos comerciais. Até 2024, projeta ampliar o fornecimento de suínos à Frimesa em 950 mil cabeças por ano, receber 62 milhões de sacas de grãos e crescer uma unidade por ano em Mato Grosso do Sul. Planos audaciosos, mas não impossíveis para uma entidade que combina o ímpeto empreendedor dos colonizadores com os valores de comunidade caros ao cooperativismo.


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