Banrisul registra lucro recorrente recorde em 2018

Com incremento de 20,3%, lucro líquido somou R$ 1,096 bilhão

Por Karine Menoncin

karine.menoncin@amanha.com.br

Banrisul registra lucro recorrente recorde em 2018

No acumulado do ano, o lucro líquido recorrente – descartando os efeitos extraordinários – do Banrisul (foto) foi de R$ 1,096 bilhão, com crescimento anual de 20,3%. O banco estatal gaúcho teve lucro líquido recorrente de R$ 300,1 milhões no quarto trimestre de 2018, alta de 3,4% ante o terceiro trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2017, houve queda de 41,9%. À frente da gestão desde 2015, Luiz Gonzaga Veras Mota ressaltou que a evolução do período foi influenciada, especialmente, pela ampliação da margem financeira, pelo acréscimo das despesas de Provisão de Devedores Duvidosos (PDD), pelo crescimento das receitas de tarifas e serviços, ainda que o banco tenha registrado um aumento das despesas administrativas. O anúncio ocorreu na manhã desta terça-feira (12), em Porto Alegre (RS). 

O balanço iniciou pelos números da Banrisul Cartões – subsidiária integral do banco – que teve uma receita operacional bruta de R$ 600,5 milhões, uma redução de 1,3% em relação ao ano de 2017. Já o BanriCard, cartões de benefícios e empresariais administrada pelo Banrisul Cartões, registrou alta no faturamento, fechando o ano com R$ 1,5 bilhão. Em novembro do ano passado, o Banrisul desistiu de uma oferta pública inicial de ações (IPO) da Banrisul Cartões. Questionado sobre o assunto, Mota informou que a oferta pública segue sendo analisada, mas sem um posicionamento no momento.  

Com a menor inadimplência entre os grandes bancos do mercado, o Banrisul priorizou o crédito para os segmentos pessoa física e pequenas e médias empresas. Com isso, a carteira de cresceu 8,6%. A atuação no setor do agronegócio foi reformulada, passando a operar por meio de abordagens específicas nos setores relevantes para o Estado, a exemplo da cadeia do leite. Hoje, o agronegócio responde por 7,2% do total de crédito do banco. A estratégia é dobrar o market share do mercado gaúcho para 10% até 2022. Diante de um cenário de reaquecimento econômico, o banco estima que a carteira de crédito deve ter expansão de 4% a 8% neste ano. O destaque é o crédito para pessoa física, com crescimento de 6% a 10%. Para pessoa jurídica, a previsão é de 1% a 5%. E em crédito imobiliário, o aumento deve ficar entre 4% e 8%. 

Sobre a possibilidade de incluir o banco na lista de privatização necessárias para a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal proposto pela União, Marco Aurelio Santos Cardoso, secretário da Fazenda, declarou que a privatização não é oportuna para o Estado. “O que está definido pelo governador Eduardo Leite é que o banco seguirá sob o controle majoritário do governo estadual. Como a equipe base do Tesouro Nacional não foi modificada nesta nova gestão, estamos olhando para o regime de recuperação como um todo e trabalhando para que não seja necessária a privatização”, defendeu o secretário. 


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