Pequeno Príncipe: referência em saúde infanto-juvenil

Hospital tornou-se um centro de atendimento pediátrico no país

Da Redação

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UTI neonatal do Hospital Pequeno Príncipe

O case a seguir faz parte do livro “Paraná – Grandes Marcas”, publicado pelo Instituto AMANHÃ.


O Pequeno Príncipe é mais do que o maior hospital pediátrico do país. É um centro de referência, no qual se pratica, ensina e pesquisa o que há de mais moderno para o diagnóstico e tratamento de crianças e adolescentes. É um hospital que se preocupa com a saúde dos seus pacientes, para além do tratamento das suas doenças. 

Instituição filantrópica, desde 1919 se dedica à causa da saúde infantojuvenil. Sua excelência técnico-científica transformou a vida de milhares de pacientes ao longo de quase um século de atuação. São mais de 300 mil atendimentos por ano, entre procedimentos de alta e média complexidade, como transplantes de órgãos e medula óssea que beneficiam meninos e meninas de todo o país. O Hospital é referência em 32 especialidades pediátricas – entre elas, Cardiologia, Cirurgia Pediátrica, Doenças Raras, Gastroenterologia, Nefrologia, Ortopedia, Oncologia e Transplante de Medula Óssea. Todos estes com equipes multiprofissionais especializadas. Além de realizar também transplantes de coração, rim e tecido ósseo. 

Com 370 leitos, sendo 60 em UTIs, o Pequeno Príncipe realiza por ano mais de 20 mil cirurgias. Conta com uma estrutura única pensada exclusivamente para oferecer o melhor, que alia tecnologia e humanização em prol do bem-estar de todos. Cerca de 70% da sua capacidade de atendimento é destinada para o Sistema Único de Saúde (SUS), o que faz com que receba crianças e adolescentes de diferentes estados do Brasil.

A inovação tecnológica anda de mãos dadas com a inovação social. Pioneira também em humanização e precursora de políticas públicas, a instituição oferece ações como o Programa Família Participante, que propiciou aos familiares acompanhar os filhos durante o tratamento, ainda nos anos 1980, antes da regulamentação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Trouxe também, de forma inédita, para os quartos e corredores a educação e a cultura, em 1987, garantindo assim direitos fundamentais na formação das crianças e dos adolescentes.

Um sonho transformado em realidade
Oferecer atendimento em saúde e apoiar a diminuição da mortalidade infantil que atingia Curitiba no início do século 20 foi o desafio das voluntárias do Grêmio das Violetas – associação de mulheres da sociedade curitibana – na idealização do primeiro Hospital de Crianças do Estado. A mobilização feminina culminou, no dia 26 de outubro de 1919, nas primeiras consultas oferecidas. As obras do Hospital começaram em 1922. Pioneirismo e mobilização marcaram a história da instituição, assim como a determinação das voluntárias e dos primeiros médicos que se dedicaram ao estudo da Pediatria no Paraná. 

Além do atendimento, o Hospital passou também a ser escola, abrigando inicialmente as aulas práticas de Pediatria do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 1936, o médico César Pernetta iniciou uma experiência para conter a desidratação, criando a fórmula do que se popularizou no país como o “Soro Pernetta”. O êxito da iniciativa garantiu sua adoção, a partir dos anos de 1940, no tratamento pediátrico no Brasil. Conquistas como essa mudaram a realidade da saúde de crianças e adolescentes do país. 

Como instituição filantrópica, o Hospital de Crianças enfrentou dificuldades na manutenção dos serviços. Para viabilizá-lo, foi criada, em 1956, a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro – mantenedora do Pequeno Príncipe. Uma década depois, em 1966, uma mulher especial se inseriu definitivamente na história da instituição. A artista plástica e ceramista Ety Gonçalves Forte foi convidada para tornar-se presidente voluntária da mantenedora. Sua chegada representou um novo olhar sobre a saúde infantojuvenil, marcado pelo cuidado integral, digno e humanizado.

O Hospital de Crianças já era pequeno para tanta demanda. Era preciso crescer. E foi com a contribuição dos cidadãos que nasceu uma ampliação denominada Hospital Pequeno Príncipe, para oferecer o melhor tratamento disponível. Com ousadia, humanização, humildade e amor às crianças, a voluntária consolidou a instituição como uma referência em Pediatria no Brasil. E nessa história, liderada por mulheres, a instituição conta com mais de 80% do seu quadro funcional formado por profissionais do sexo feminino. 

Ensino e pesquisa
Berço da Pediatria paranaense, o Pequeno Príncipe é hospital de ensino desde a década de 1930 e forma especialistas em diferentes áreas de atuação desde os anos 1970. Mais de 2 mil médicos pediatras, anestesistas, ortopedistas, cardiologistas, cancerologistas e cirurgiões pediátricos de todo o país já complementaram sua formação e especialização em estágios e residências médicas no Hospital Pequeno Príncipe.

Sua dedicação à formação em saúde levou à criação, em 2003, da Faculdades Pequeno Príncipe, que oferece os cursos de Medicina, Biomedicina, Psicologia, Enfermagem e Farmácia. Além de cursos de especialização e programas de mestrado e doutorado, a unidade educacional, em parceria com o Hospital, passou a oferecer também residência em Enfermagem e multiprofissional – que contempla Psicologia, Farmácia e Biomedicina.

Para completar a tríade assistência em saúde, ensino e pesquisa, foi fundado, em 2005, o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe. Com a consolidação da unidade científica, o Complexo Pequeno Príncipe se fortaleceu e deu base a centenas de estudos, em sete linhas de pesquisa, com o foco em doenças complexas da infância. As pesquisas desenvolvidas aprimoram o diagnóstico e o tratamento de excelência com o objetivo de salvar vidas. A técnica alia-se a uma infraestrutura que garante agilidade, precisão do diagnóstico e tratamento diferenciado, integral e humanizado. 

Em saúde, a modernização é diária e os desafios, constantes. No Pequeno Príncipe, a medicina do futuro já começou, com pesquisas e tratamentos usando a genômica, e se intensifica com a instalação do novo Laboratório Genômico em 2018. A unidade contribui para uma melhor precisão no diagnóstico precoce e diferenciado, bem como para o prognóstico e tratamento do câncer infantojuvenil, além de outras doenças. Proporciona, ainda, mais segurança à decisão terapêutica e ao tratamento personalizado e assertivo.

Com uma trajetória marcada pela excelência e inovação científica, aliadas à compaixão, empatia e dignidade, o Pequeno Príncipe acumulou diversas conquistas. Os serviços de saúde de qualidade, a boa prática da medicina, a formação e a pesquisa, têm sido somados nesse tempo a ações que focam a garantia dos direitos dos pequenos pacientes – transformando o jeito de se fazer Pediatria no Brasil. Tudo feito com muito amor e apoio da sociedade, agregando empresas, pessoas físicas e poder público.

O valor das parcerias
O Pequeno Príncipe é um grande precursor da medicina pediátrica de excelência no Brasil e no mundo. Para garantir a continuidade desse serviço excepcional, os investimentos são imprescindíveis. A realidade da saúde brasileira, porém, é delicada. O setor vive com recursos escassos, falta de incentivos e subfinanciamento. Para garantir seu funcionamento pleno, levando-se em conta a natureza de suas atividades, o Hospital Pequeno Príncipe conta com o apoio de toda a sociedade. 

Para continuar transformando a vida de milhares de meninos e meninas de todo o Brasil, a instituição estrutura parcerias com o governo, com empresas e cidadãos socialmente responsáveis. Isso permite investimentos em inovação, aquisição de equipamentos e insumos, e a manutenção dos trabalhos realizados. Com uma história escrita por muitas mãos, há quase 100 anos, o Pequeno Príncipe é um patrimônio do Paraná e do Brasil.


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