Arábia Saudita veta frango de cinco frigoríficos brasileiros

ABPA informou que decisão decorre de critérios técnicos

Por Agência Brasil

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Abate de frangos na Coopercentral Aurora

A Arábia Saudita habilitou 25 estabelecimentos brasileiros, localizados em distintas regiões do país, como exportadores de carne de frango para aquele país. A autorização é resultado de uma missão de especialistas sauditas que veio ao Brasil há três meses e visitou frigoríficos, fazendas e fábricas de ração. Os 25 estabelecimentos comerciais responderam, no ano passado, a 63% do volume das exportações brasileiras de carne de frango – porcentagem que correspondeu a 437 mil toneladas – para a Arábia Saudita.

Na segunda-feira (21), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tomou conhecimento do relatório publicado pelo serviço sanitário da Arábia Saudita. De acordo com a assessoria de imprensa do Mapa, o relatório está sendo examinado para que os estabelecimentos sejam informados, em detalhes, sobre as recomendações encaminhadas pelos sauditas.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que 58 plantas são habilitadas pelo Ministério da Agricultura para exportar. Do total, 30 exportam para a Arábia Saudita - e 25 foram habilitadas e cinco, não. "As razões informadas para a não autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos. Planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações. A ABPA está em contato com o governo brasileiro para que, em tratativa com o Reino da Arábia Saudita, sejam solvidos os eventuais questionamentos e incluídas as demais plantas", diz nota da associação divulgada em seu site.

No fim do dia, o presidente em exercício, Hamilton Mourão, descartou que a não autorização esteja relacionada à uma possível mudança da embaixada de Israel para Jerusalém. "Não foi mudada ainda. O pessoal tá se antecipando ao inimigo", respondeu ao ser questionado pelos jornalistas.

A BRF comunicou nesta quarta-feira (23) que passou a ter oito dentre as 25 plantas habilitadas para exportação de carne de frango para a Arábia Saudita. Das unidades que a companhia catarinense exportava regularmente, uma delas, Lajeado (RS) não consta da nova lista. Sendo assim, o impacto efetivo dessa medida para a BRF se restringe às exportações da planta de Lajeado, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita. De acordo com o comunicado, a BRF já iniciou os ajustes necessários em sua cadeia produtiva e estima que, em no máximo três meses, retomará o mesmo patamar de embarques verificado antes da decisão da Arábia Saudita. A BRF afirma ainda que a perda de faturamento não é material, visto que a estimativa da empresa é que poderá atingir no máximo 0,1% da receita líquida auferida nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2018, ou R$ 45 milhões nesse período de três meses.


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