Gilberto Petry assume gestão do Sebrae RS

Novo presidente substitui Gedeão Silveira Pereira

Por Karine Menoncin

karine.menoncin@amanha.com.br

Gilberto Petry e Gedeão Silveira Pereira

“Se faltar recursos, precisamos nos realinhar e jamais gastar fora do que se tem”, respondeu Gilberto Porcello Petry (na foto, à esquerda) em relação à polêmica intenção do Governo Federal de cortar as contribuições compulsórias para as entidades do Sistema S. Petry tomou posse nesta segunda-feira (14) da presidência do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae RS para a gestão 2019-2022. Desde 2017, Petry atua como presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs/Ciergs) e também administra o Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS). Ele assumirá o lugar que era de Gedeão Silveira Pereira (na foto, à direita).

Com o atual orçamento previsto em R$ 190 milhões, a nova diretoria crê que a tramitação do projeto levará de oito a dez meses para ser definida no Congresso. “As Confederações já estão se articulando com parlamentares em defesa do Sistema. Isso será intensificado a partir de fevereiro, com a volta do recesso”, esclareceu o novo gestor da entidade. Sem detalhar, Petry informou que já existem planos para a readequação do Sebrae RS em um cenário com redução dos recursos.  Ao todo, nove entidades beneficiadas pelo Sistema S, incluindo o Sebrae, seriam atingidas pela retirada de 30% a 50% das verbas.  

Apesar de pairar a ameaça de corte, Petry defende que os programas de referência do Sebrae RS serão mantidos. É o caso de projetos como o Líder – que estimula gestores a atuarem de forma conjunta em prol do desenvolvimento de suas regiões –, e o Juntos Para Competir – que concentra esforços na organização e desenvolvimento das principais cadeias produtivas do Rio Grande do Sul, através de capacitação para os produtores e trabalhadores rurais. “São mais de 170  mil atendimentos anuais realizados em nossas dez unidades regionais, além da sede. Tem crescido muito, também, o número de atendimentos virtuais”, afirma Ayrton Pinto Ramos, diretor técnico. Com a possibilidade de redução do orçamento, a nova diretoria prevê uma redução da oferta de vagas e da abertura de novos programas e capacitações, além da reavaliação da abrangência dos atuais projetos.

Petry também avaliou com otimismo a conjuntura nacional de desenvolvimento, com a retomada econômica e as mudanças prometidas pelo governo de Jair Bolsonaro. Em relação ao Rio Grande do Sul, classificou como “mais difícil de superar” o déficit que aflige as contas públicas do estado. “Como não podemos emitir dinheiro, ajustar as contas do Rio Grande do Sul precisa, certamente, de algumas inovações. Não podemos operar só para pagar a folha atrasada. Sem uma reforma previdenciária e sem novos investimentos, empregos não são gerados e o estado segue estagnado”, justifica.   

Para o mandato 2019-2022, compõem a diretoria executiva eleita André Vanoni de Godoy, diretor-superintendente; Ayrton Pinto Ramos, que segue como diretor técnico, e Marco Aurélio Vieira Paradeda, diretor de administração e finanças.


comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: