“Item de fábrica”: como aproveitar os talentos

A gestão de habilidades motiva os funcionários e gera produtividade para as companhias

Por Bernt Entschev

Como procurar e reter talentos nas empresas

Por definição, podemos dizer que “talento é quando uma pessoa consegue fazer algo acima da média, trazer resultados para a organização e para sua própria carreira com os recursos disponíveis”. Mas, então, por que tantas empresas ainda o entendem como algo extraordinário, como se fosse feito para poucos? A resposta é: muitas delas ainda não se deram conta da importância de montar um programa voltado a descobrir as melhores habilidades dos colaboradores – e isso começa ainda lá na identificação de perfil quando eles são selecionados para atuar na companhia. Segundo, geralmente essas corporações não têm programas de incentivo para que as pessoas identifiquem o seu próprio talento e, ainda, não otimizam o talento quando identificado, colocando profissionais errados em lugares equivocados. 

Não à toa, hoje, muitas organizações mais antenadas deixaram o setor de Recursos Humanos assumir uma posição estratégica em relação a esse tema, pois o RH depende dos trabalhadores para atingir os seus objetivos e cumprir suas metas. Sob outra ótica, os colaboradores enxergam as organizações como meio para alcançar os seus propósitos pessoais e profissionais. A gestão de talentos não é um conceito que pode ser esvaziado, simplesmente comparado a um pacote de benefícios ou a criação de um programa de incentivos. Essa iniciativa precisa ser entendida como estratégia integrada com o planejamento estratégico da empresa, que serve para contratar, capacitar e reter os crachás com melhor desempenho. 

Ofereça um plano de carreira para atrair e reter um bom profissional. A cultura organizacional precisa ser revista e também ofertar mais autonomia para que os profissionais desenvolvam os próprios projetos e possam apresentá-los para os seus respectivos gestores. A comunicação horizontal, nesse sentido, também pode ser eficaz. Envolva os colaboradores nos processos de decisão. Da mesma maneira que os líderes devem ser orientados para fornecer feedbacks constantemente, eles precisam ficar atentos ao que os colaboradores têm a dizer. O funcionário que dá o seu melhor não está simplesmente fazendo uma obrigação. Trata-se de um esforço que precisa ser reconhecido, seja por um e-mail de agradecimento ou o reconhecimento público, diante dos colegas. Diferencie-se por meio dos benefícios, comparando o que costuma ser oferecido no mercado e, assim, ofertando aqueles benefícios que são desejados pelos profissionais. 

Se o talento é algo que cada um de nós traz como “item de fábrica”, seria no mínimo inteligente incentivá-lo, para que todos possam praticá-lo no dia a dia. Faça esse exercício de busca em sua equipe e verá que os resultados serão expressivos.  


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