Celulose Riograndense registra recorde de produção em 2018

Seis meses após assumir, novo CEO define o ano como "marcante" para a companhia de celulose

Da redação*

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"Não posso falar sobre isso" foi a declaração mais proferida por Maurício Harger, presidente da Celulose Riograndense, durante o tradicional almoço de fim de ano com a imprensa promovido pela companhia. O evento ocorreu nesta sexta-feira (7), em Porto Alegre. Essa, porém, não foi a única diferença demarcada entre o novo líder, que assumiu em junho, e o antigo presidente, Walter Lídio Nunes, que ficou oito anos no cargo. Harger também quer adotar novas práticas de gestão dentro da empresa, que atingiu o melhor resultado de sua história em 2018.

"Nosso resultado positivo se deve a diversos motivos: nossa planta de Guaíba está rodando em plena capacidade, o preço das commodities registrou aumento e a cotação do dólar também contribuiu", afirmou o novo presidente. Apesar de ter sido inaugurada em 2015, com capacidade de produção anual de 1,3 milhão de toneladas, a expansão da planta entrou em funcionamento pleno apenas este ano. Esse fator contribuiu para um crescimento de 24% do faturamento da empresa entre janeiro e setembro em comparação ao mesmo intervalo de tempo do ano passado, além do recorde histórico de produção, que chegou a 1,8 milhão de toneladas de celulose, número prometido há anos por Walter Lídio Nunes. Outra boa notícia anunciada por Harger foi a obtenção do selo FSC por parte da companhia, ocorrida este mês.

Apesar de estar há apenas seis meses no comando da Celulose Riograndense, Harger adianta que o foco de sua atuação tem sido a implantação de novas práticas corporativas dentro da empresa, o que definiu como "políticas dos 3 C: criar, conviver e conservar". A meta do novo presidente é começar um programa de meritocracia entre os funcionários a partir dos resultados obtidos. Um fato relevante durante sua curta gestão foi a cobrança, em novembro, de uma indenização de R$ 1,2 bilhão da Mapfre Seguros Gerais, referente aos prejuízos causados por um dano em uma de suas caldeiras. A seguradora não cobriu o prejuízo e a companhia entrou em litigio judicial. No entanto, Harger preferiu não comentar o assunto, alegando confidencialidade.

Com 95% de sua produção destinada ao mercado externo, o presidente salientou que a companhia não desconsidera a demanda interna. "[A quantidade de exportação] não quer dizer que o mercado interno não seja pujante. O Brasil é o maior exportador de celulose no mundo", esclareceu. Os mercados europeu e asiático representam 70% das exportações, com destaque em volume exportados para China, Tailândia e Indonésia. A Celulose Riograndense possui 324 mil hectares de base florestal no Rio Grande do Sul, espalhados por 57 cidades do estado.


*Com reportagem de Italo Bertão Filho



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