Faturamento das cooperativas do PR deve atingir R$ 83,5 bilhões neste ano

Os números preliminares do setor foram divulgados no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, em Curitiba

Da redação

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As 215 cooperativas paranaenses devem atingir R$ 83,5 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 18,9% em relação ao montante obtido no ano passado – que foi de R$ 70,3 bilhões. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (06/12), em Curitiba, pelo presidente da organização, José Roberto Ricken, na abertura do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses. “Mesmo com todas as dificuldades vivenciadas no ano de 2018, o cooperativismo paranaense mantém firme sua estratégia de desenvolvimento, com planejamento e novos investimentos para atender a demanda dos mercados”, afirmou.

As exportações do setor atingiram US$ 3,9 bilhões neste ano, montante 17,67% superior ao de 2017 (US$ 3,3 bilhões). De acordo com o presidente do Sistema Ocepar, todos os ramos do cooperativismo paranaense têm obtido êxito em suas atividades. Entre os destaques, as agropecuárias aumentaram sua participação no segmento e hoje são responsáveis por 60% do PIB agropecuário do Paraná. No ramo crédito, as cooperativas atingiram em 2018 o número de 1,6 milhão de associados, com crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior. As cooperativas paranaenses também estão fechando o exercício contabilizando R$ 1,9 bilhão em investimentos, R$ 2,1 bilhões em impostos recolhidos e aumento de 3,8% nos empregos diretos gerados, passando de 93.144 postos em 2017 para 96.666 neste ano. “É importante frisar que grande parte dos resultados obtidos pelas cooperativas se deve à conquista de novos mercados, agregação de valor à produção, otimização das estruturas e o processo de integração em desenvolvimento no cooperativismo do Paraná”, ressalta Ricken.

Em seu pronunciamento na abertura do Encontro Estadual, Ricken falou ainda sobre a expectativa de que sejam implementadas melhorias no país para aumentar a competividade brasileira. “Nosso desejo é que sejam implementadas reformas consistentes que equacionem as deficiências estruturais existentes, principalmente em relação à demanda por investimentos em infraestrutura tais como: portos, ferrovias, rodovias, energia, dentre outras, origem dos custos elevados da logística que têm penalizado a nossa competitividade, em especial para as comunidades mais distantes dos centros consumidores. O desejo é que nossas instituições públicas se modernizem, em benefício de toda a sociedade”, salientou.


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