Capal deve faturar R$ 1,4 bilhão neste ano

Cooperativa paranaense projeta conjuntura positiva em 2019

Da Redação

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Capal deve faturar R$ 1,4 bilhão neste ano

A Capal Cooperativa Agroindustrial (foto), com sede em Arapoti (PR), deve crescer 17% no faturamento em 2018, alcançando R$ 1,4 bilhão ante R$ 1,2 bilhão do ano anterior. O presidente do Conselho de Administração da cooperativa, Erik Bosch, está otimista quanto ao próximo ano, pois o cenário é diferente. Segundo ele, haverá uma conjuntura positiva no país em 2019, o que envolve o setor agrícola, o mercado interno e externo e o novo governo. “Apesar do segmento agropecuário estar em situação melhor que outros, os temores de 2018 estavam na falta de perspectiva quanto aos investimentos. Durante o ano, os ânimos estavam negativos, com medo de investir. Mas, com o novo governo, vemos uma formação ministerial mais técnica e podemos acreditar no futuro. Temos que confiar e investir no Brasil”, afirma Bosch.

O diretor-financeiro da Capal, Marco Rumen, destaca que, mesmo com todas as dificuldades que o Brasil atravessou, a cooperativa conseguirá completar o ano realizando o que foi planejado. A exceção, informa ele, é o setor de carne suína, mas que também traz uma expectativa melhor para janeiro em diante. “O ânimo dos investidores está maior no Brasil, além disso, a Rússia começou a abrir mercado para a carne suína brasileira. Apesar de nem todas as plantas do país terem sido ainda contempladas, essa abertura começa a desafogar o mercado interno”, avalia Rumen.  Bosch reforça que, diante de uma crise, é necessário apresentar novas soluções. “No caso da suinocultura, mesmo com essa situação, vamos continuar investindo, mas focados em eficiência. Vamos produzir mais com menos”, afirma.

Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com quase 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e de São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares.


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