Franquias crescem 6,3% no terceiro trimestre do ano

Lazer foi o setor com melhor desempenho no período

Por Agência Brasil

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Franquias crescem 6,3% no terceiro trimestre do ano. Lazer foi o setor com melhor desempenho no período

O mercado de franquias brasileiro cresceu 6,3% no terceiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período do ano passado, com o faturamento passando de R$ 41,8 bilhões para R$ 44,4 bilhões. Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 7%, de R$ 159,8 bilhões para R$ 170,9 bilhões. Os dados são da Pesquisa Trimestral de Desempenho do Franchising, divulgada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). De acordo com o presidente da entidade, Altino Cristofoletti Junior, as incertezas do cenário eleitoral, o aumento da inflação e a queda da confiança do consumidor e do empresariado refletiram no desempenho do terceiro trimestre. 

“Embora tenhamos registrado um mês de agosto bastante positivo, nos meses de julho e setembro o consumidor estava mais retraído, possivelmente impactado pelas incertezas inerentes ao cenário pré-eleições. Para manter seu crescimento, o franchising brasileiro intensificou a busca por eficiência e novas soluções, o que se traduziu na busca por novos formatos, perfis de público e mercados”, analisou. Os dados mostram que a abertura de lojas cresceu 1,4% no período – sendo 3% de abertura e 1,6% de fechamento de unidades.  A pesquisa indicou também alta de 6,7% no número de postos de trabalho, o que equivale a mais de 80 mil pessoas contratadas. De acordo com o presidente da ABF, além da sazonalidade, os novos modelos de contratação previstos na reforma trabalhista contribuíram com o movimento. 

Segundo o estudo, 11 segmentos tiveram desempenho superior no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017. O setor com maior crescimento no período foi entretenimento e lazer, com alta de 25,2%. Em segundo, aparecem Serviços e Outros Negócios, com 10,3% de alta, impulsionado, principalmente, pelos serviços logísticos.  O terceiro melhor colocado foi Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 9,7%, alavancado pela venda de produtos de higiene e beleza e o desempenho de redes de depilação e demais serviços estéticos. Alimentação ficou em 4º lugar (6,7%), graças aos investimentos das redes em promoções, eficiência operacional e novos modelos e canais de venda, principalmente o delivery. De acordo com as projeções da entidade, o ano de 2018 deve ser encerrado com crescimento de 7% em faturamento e de 5% em unidades franqueadas. Já o volume de redes em operação no país deve se estabilizar em 2.800. A pesquisa foi realizada entre redes que representam cerca de 35% das unidades e 44% do faturamento total do setor.


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