Tesouro alerta para possível rebaixamento da nota do Paraná em 2019

Ranking, que avalia capacidade de pagamento dos estados, atribuiu B ao PR. SC ganhou C e RS recebeu D

Da Redação*

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Palácio Iguaçu, em Curitiba, sede do governo do Paraná

Entre os estados da região Sul, apenas o Paraná pode receber garantia de novos empréstimos da União, segundo boletim emitido pelo Tesouro Nacional. Apenas 13 das 27 unidades da federação têm direito ao benefício — uma a menos que no ano passado. O Espírito Santo obteve a melhor nota (veja tabela completa ao final da reportagem). Por causa da pouca disponibilidade de caixa e o excesso de obrigação a curto prazo, além do alto comprometimento da receita líquida com despesas de pessoal, o Rio Grande do Sul recebeu novamente nota D na classificação. Apenas o Rio de Janeiro recebeu a mesma qualificação do erário, apresentando índices levemente piores. Acesse o estudo completo do Tesouro clicando aqui. 

Na contramão, o Paraná (na foto o Palácio Iguaçu, sede do governo) segue com a nota B. Mas uma ressalva do relatório alerta que o estado deve equilibrar despesas e receitas para não ter sua nota rebaixada a partir do ano que vem. O índice de poupança corrente paranaense, que avalia receita e despesa líquida, ficou em 94,6% no ano passado, próximo do limite de 95%. Santa Catarina também continua com a mesma nota (C) após apresentar um índice de 96,6% no ano passado. 

Capitais
No relatório, o Tesouro revela que o problema da capacidade de financiamento das capitais brasileiras não reside nas diferenças entre receita e despesa, mas sim na baixa liquidez (ou seja, maior demora em saldar compromissos). Porto Alegre sofre desse problema: apesar de ter recebido nota A em poupança corrente, contrariando o estado no mesmo índice, a capital gaúcha também possui o pior índice de liquidez do país.

A capital do Paraná, Curitiba, vive situação mais confortável que o estado, tendo recebido nota B. Todos seus indicadores estão longe dos limites estipulados pelo Tesouro. Florianópolis também ganhou a nota C, com o índice de poupança corrente quase ultrapassando a faixa de 95%.

*Com reportagem de Italo Bertão Filho.

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*Roraima está com análise em revisão por atrasos no pagamento dos servidores. 
Minas Gerais não apresenta a informação de disponibilidade de caixa.

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