Cuidar das pessoas: trabalho do futuro e do presente

Nenhuma outra ocupação profissional cresceu tanto nos últimos 10 anos

Por Martin Henkel

Cuidar das pessoas: trabalho do futuro e do presente

A profissão que mais cresceu nos últimos 10 anos, entre as 2,6 mil monitoradas pelo Ministério do Trabalho, nada tem a ver com tecnologia, e sim com futuro. São os cuidadores de idosos, cujos registros formais cresceram 547%, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC). A SeniorLab Mercado & Consumo60+ identificou que cerca de 5% dos idosos sob cuidado e acompanhamento têm um profissional remunerado lhe atendendo. Somem-se aí o cuidado doméstico e as instituições de longa permanência. Os outros 95% estão sob cuidado de um familiar em casa.

O Brasil possui pouco mais do que 4 milhões de pessoas com 80 anos e mais, grupo etário mais comumente encontrado nos graus de dependência II e III que necessitarão menor ou maior atenção ou acompanhamento 24 horas em certos casos. Uma busca na internet possibilita dar uma ideia do que estou falando. Se você escrever “Curso Cuidador Idoso”, receberá 13,3 mil referências. Várias universidades oferecem excelentes cursos, em sua maioria de 160 horas, mas também é possível encontrar cursos de 80 horas. O salário de um cuidador pode chegar aos R$ 1,8 mil, segundo a Catho.

Todas as formas de envelhecer precisam ser bem compreendidas, pois cada uma possui características, níveis de autonomia e oportunidades diversas. Por isso, encontrar formas de oferecer mais conforto e segurança para essas pessoas representa olhar estrategicamente para um mercado que se expande cada vez mais.


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