BRF registra prejuízo de R$ 2,3 bilhões até setembro

Empresa terá de trabalhar em quatro frentes para voltar a lucrar

Da Redação*

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Pedro Parente avalia que companhia catarinense terá de trabalhar em quatro frentes para voltar a ter lucro

Até setembro, a BRF registrou prejuízo líquido de R$ 2,3 bilhões, valor seis vezes maior que o mesmo período do ano passado (quando teve prejuízo de R$ 318,7 milhões). No mesmo período, a companhia catarinense registrou recuo de 7,4% na receita líquida, apresentando um volume de vendas de R$ 17,5 bilhões. Já no terceiro trimestre, as perdas foram de R$ 812 milhões, mas menores do que no segundo trimestre, quando perdeu quase o dobro desse valor (R$ 1,4 bilhão). 

Para justificar mais um resultado no vermelho, a empresa catarinense alegou que os custos e embargos gerados a partir das Operações Carne Fraca e Trapaça, ambas deflagradas pela Polícia Federal, bem como a greve dos caminhoneiros entre maio e junho, foram fundamentais na queda no desempenho financeiro como um todo. Outro fator que comprometeu os resultados da empresa no terceiro trimestre foi a redução do volume de produção direcionado ao mercado externo, que reduziu em pouco mais de 17% em relação ao mesmo período no ano passado. A BRF credita a diminuição principalmente às restrições temporariamente adotadas pela China. 

Na visão do próprio presidente global, Pedro Parente (foto), a BRF terá de trabalhar em quatro frentes para reverter o prejuízo em lucro. “Temos de melhorar o resultado operacional; aperfeiçoar a estratégia comercial das marcas Sadia e Perdigão, além dos produtos in natura, com foco no mercado doméstico brasileiro e na Ásia; reduzir as perdas e também otimizar a demanda versus a liquidação dos produtos, principalmente nos mercados externos”, enumerou  Parente. 

*Com reportagem de Italo Bertão Filho e colaboração de Dirceu Chirivino. 


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