SC: China se torna o maior mercado para carne suína

Metade das exportações brasileiras do produto parte do estado

Da Redação

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China se torna o maior mercado para carne suína de Santa Catarina

A China se tornou o maior mercado para carne suína produzida em Santa Catarina. O gigante asiático vem ampliando suas compras e já responde por mais de um terço de toda carne suína exportada pelo estado. Só no último mês os embarques com destino a China aumentaram em 351% e representaram US$ 17,7 milhões. Em outubro, Santa Catarina enviou 10,1 mil toneladas de carne suína para abastecer o mercado chinês – 4,5 vezes a quantidade vendida no mesmo mês de 2017. O faturamento também aumentou na mesma proporção. No acumulado do ano, a China já comprou 95,2 mil toneladas do produto, o que representa 35,9% das exportações catarinenses de carne suína em 2018 gerando receitas de US$ 182 milhões. De janeiro a outubro, os embarques para China aumentaram em 180,8% em quantidade e em 171,8% no valor.

Em outubro, Santa Catarina ampliou em 60,4% as exportações de carne suína na comparação com o mesmo mês do ano anterior – foram 33,4 mil toneladas de carne suína. O faturamento foi de US$ 56,5 milhões, valor 22,8% a mais do que em outubro de 2017. O estado também aumentou os embarques de carne de frango. Foram exportadas 107,3 mil toneladas do produto – 28,6% a mais do que em outubro de 2017 – com um ganho de US$ 174,2 milhões.  Os principais mercados para carne de frango catarinense são Japão, Arábia Saudita e China.

De janeiro a outubro deste ano, Santa Catarina respondeu por 50,5% das exportações brasileiras de carne suína. O estado vendeu 264,9 mil toneladas do produto para o mercado internacional, aumentando em 13,3% a quantidade em relação ao mesmo período do último ano. O faturamento já passa de US$ 496 milhões.  A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações catarinense e já trouxe receitas de US$ 1,5 bilhão para o estado. Ao longo deste ano foram embarcadas 874,3 mil toneladas do produto, 5,9% a mais do que no mesmo período de 2017. 

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) considerando os valores exportados de carne in natura, industrializada e miudezas.


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